QUAL O VALOR DA CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL..??

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CERTIFICADO ISO 27002 - SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO - EXIN - 2013 - CERTIFICADO ITIL 2011 FOUNDATION

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Modismo: quando e como investir nas novas tecnologias?

Em tempos de evolução tecnológica acelerada, um dos principais desafios do CIO é lidar com os constantes exageros em TI, com os hypes (Hype é a promoção extrema de uma pessoa, ideia, produto. É o assunto que está "dando o que falar"). Eles ocorrem quando uma tecnologia emergente invade as mídias e as agendas dos executivos, gerando uma onda de entusiasmo e expectativas nem sempre realistas. Como se não bastasse ter de acompanhar de perto as inovações e saber identificar as tecnologias relevantes para o negócio, o executivo de TI precisa gerenciar pressões, originadas fora ou dentro da empresa, para adoção de siglas novas ou conceitos "revolucionários" encampados por concorrentes ou enaltecidos por fornecedores. "Muitos CIOs estão sob pressão para adotar tecnologias sofisticadas, algumas das quais representam ruptura significativa no modelo de TI, como computação em nuvem e SOA, mas a verdade é que muitos ainda se restringem à gestão funcional do negócio e mal conseguem entregar o básico", testemunha o sócio-diretor da TGT Consult, Ronei Silva.
Sem atender ao essencial, o CIO jamais terá a confiança necessária para sugerir investimentos. "E também não terá prestígio para contra-argumentar naquelas situações em que o CEO deixa sobre sua mesa um artigo e um post-it indagando ‘por que não temos isso ainda?", ilustra. Cumprido o básico, o CIO deve considerar a cultura da companhia no que tange a inovações tecnológicas. Em torno de 70% das empresas brasileiras agem de forma moderada, preferindo esperar que a tecnologia se consolide no mercado para, só então, estudar a adoção. "Apenas 10% posicionam-se como early adopters, enquanto as 20% restantes assumem estratégia conservadora", aponta o consultor. Ele cita o segmento de mineração como um dos mais conservadores. "Foi o último a adotar ERP, cerca de dez a 15 anos após o surgimento destes sistemas."
Para Silva, a pressão interna sobre o CIO, visando ao estudo ou à adoção de novidades, é inevitável, mas existem mecanismos que auxiliam na redução dos riscos. "Ele precisa ter o seu próprio radar, participar de eventos, fazer visitas e não se basear apenas no que diz o fornecedor. E tem de imprimir proatividade à sua área, evitando que se torne uma TI ‘tiradora de pedido", diz. O especialista também menciona o Hype Cycle como metodologia que ajuda o CIO a interpretar a curva de maturidade de tecnologias e a medir o risco de adoção."Tecnologias podem desaparecer antes mesmo de atingir um platô de maturidade, muitas superadas por outras mais eficientes."
Como ilustração, os serviços ASP (application service providers) representam um modismo que foi atropelado pelo software como serviço (SaaS) e o grid computing, que nunca decolou. Outros conceitos que não cumpriram totalmente as expectativas geradas, segundo Silva, foram o content management e a biblioteca de boas práticas Itil. "Sei que isso pode gerar polêmica, principalmente entre os usuários do SharePoint, mas a ideia de gerenciar todo o conteúdo da empresa, inclusive vídeo e áudio, não se concretizou. O que se vê é cada departamento fazendo a sua gestão individual", pontua o consultor da TGT.
No caso de Itil, Silva considera que o impacto na qualidade de TI se revelou pequeno diante de tudo o que a metodologia prometia em termos de controle. Ele aproveita para dizer que o business process management (BPM), outro assunto rotineiro na pauta dos CIOs, só funciona quando o negócio está orientado a processo. "O mesmo vale para gestão de conteúdo", alerta.

By it web -

domingo, 17 de outubro de 2010

Cinco tendências para observar em 2011

As listas de tendências em TI surgem às cascatas quando o final de ano se aproxima e é comum que muitas sejam super valorizadas e acabem esquecidas. Por outro lado, outras que passam despercebidas, em um primeiro momento, acabam roubando a cena e realmente transformam o mercado.
Na verdade, elaborar as listas é um desafio, pois muitos movimentos de mercado são imprevisíveis. Mas um dos critérios mais precisos é acompanhar para onde o dinheiro está indo. Com isso em mente, elaboramos uma lista com as cinco tecnologias ou conceito que podem decolar em 2011.

1 - A recessão mundial é transformadora.
Desde o final de 2008, muitas companhias que encararam a desaceleração no crescimento compensaram a produtividade com profundos cortes de orçamento. Em muitos casos, o total que deixou de ser gasto ficou reservado, aguardando o momento certo para ser colocado a disposição novamente. Como querem voltar a crescer, a tendência é a de que invistam em novas tecnologias, com potencial para gerar lucratividade. Por outro lado, a adição de recursos complementares aos que já existem deve ser adiada, uma vez que os principais líderes de TI estão preocupados planejando como atender as demandas mais urgentes da área de negócios, buscando prazos mais curtos para isso.
2 - Tecnologias que cortam custos permanecem em destaque.
Dada a recessão, não é surpresa que a virtualização, elemento mais óbvio para o corte de custos, está ainda mais em destaque agora. Um ano atrás, o Gartner a colocou no topo das principais tecnologias para 2010, baseada em pesquisa com CIOs. Pelos nossos critérios, elas continuam no topo, seguida da computação em nuvem, software como serviço (SaaS) e aplicações de análises de negócios.
3 - Mobilidade explode
Todos podem ver que a mobilidade é uma das bolas da vez no mercado de tecnologia, mas os fornecedores estão realmente focados em gerenciamento, suporte, segurança e outros desafios que vêm com a computação móvel? Um grande percentual de profissionais está levando ao ambiente de trabalho dispositivos de armazenamento rápido e colocando documentos e e-mails sensíveis neles. E os tablets estão chegando com força cada vez maior. Mais de 30 deles foram anunciados ou entregues em 2010 e são baratos o suficiente para que muitos os comprem.
4 - Software está mudando rápido
Pegue o fenômeno da nuvem pública, pense em aplicações de larga escala baseadas em mobilidade web e você verá o começo de uma tendência que pode transformar a forma como trabalhamos. Quando você conecta dados significativos da corporação aos tablets por meio do seu data center, seja em nuvem pública ou privada, você tem tecnologia transformadora. Finalmente o mundo da TI consegue desacorrentar os trabalhadores de suas estações de trabalho, de forma que eles mantenham contato completo em qualquer lugar que estejam. Os dias dos aplicativos corporativos monolíticos, inflexíveis, baseados em redes LAN e proprietário estão chegando ao fim.
5 - Empresa 2.0 seguirá seu caminho
Informação no modelo crowdsourcing, que é o real valor da Web 2.0 para as corporações, é uma ferramenta poderosa. É uma forma simples de ajudar a companhia a iniciar qualquer novo conceito. O uso dessa informação modela ideias, fornece visões valiosas e está no caminho para se tornar mais presente. Isso não significa que as ferramentas atuais de Web 2.0 vão acompanhar o movimento. Pelo contrário. As empresas estão vendo esse ponto como estratégia de negócios e não de tecnologia.
Fonte: Computerworld

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A Gestão eficiente de TI

A complexidade das tecnologias da informação é diretamente proporcional à complexidade das organizações de TI. Atualmente, administrar uma organização de TI exige a adoção de vários padrões (CobiT, ITIL, CMM, PMI, etc), confundindo alguns gestores entre as atividades meio e fim da organização. É obvio que TI está para atender aos requisitos de negócios das empresas, porém uma gestão pouco eficaz de seus recursos pode comprometer toda a empresa. É praticamente impossível um CIO (Chief Information Officer) estar envolvido em cada etapa dos projetos e processos de TI, porém é essencial que tenha pleno domínio da organização. Para simplificar a gestão de TI os CIOs devem focar em quadro dimensões: Pessoas, Projetos, Processos e Métricas.

As tecnologias da informação se sofisticam para atender requisitos de integração de dados e processos e para garantir maior disponibilidade dos sistemas. As transações em tempo real entre fornecedores e clientes trazem uma nova realidade para as empresas. O uso da Internet como ferramenta de integração trouxe grandes vantagens para as empresas, porém o fator segurança ameaça a integridade das informações. A redução dos custos de comunicação com o uso da Internet é compensada com os pesados investimentos com ferramentas de segurança. Para que uma organização de TI consiga desenvolver e operar as novas tecnologias é necessário um batalhão de especialistas, um contínuo aperfeiçoamento da equipe e um controle absoluto dos processos e do budget. Uma gestão competente é importante para garantir que os investimentos atinjam o ROI prometido, a confiabilidade e disponibilidade das informações.

Para administrar essa complexidade multidisciplinar foram criados vários padrões de gestão de TI, desenvolvidos por organizações internacionais que fomentam a governança de TI. A partir do modelo de governança corporativa – COSO – desenvolveu-se um conjunto de padrões que ajudam as organizações de TI a desenhar modelos de gestão. Os principais modelos de gestão adotados por TI são: CobiT, ITIL, CMM e o PMI para controle de projetos.

O CobiT (Control Objectives for Information and related Technology) inclui recursos tais como um sumário executivo, um framework, controle de objetivos, mapas de auditoria, um conjunto de ferramentas de implementação e um guia com técnicas de gerenciamento. As práticas de gestão do CobiT são recomendadas pelos peritos em gestão de TI que ajudam a otimizar os investimentos de TI e fornecem métricas para avaliação dos resultados. O CobiT independe das plataformas de TI adotadas nas empresas.

O ITIL (IT Infrastructure Library) é um dos modelos de gestão para serviços de TI mais adotados pelas organizações. O ITIL é um modelo não-proprietário e público que define as melhores práticas para o gerenciamento dos serviços de TI. Cada módulo de gestão do ITIL define uma biblioteca de práticas para melhorar a eficiência de TI, reduzindo os riscos e aumentando a qualidade dos serviços e o gerenciamento de sua infra-estrutura. O ITIL foi desenvolvido pela agência central de computação e telecomunicações do Reino Unido (CCTA) a partir do início dos anos 80.

O CMM for software (Capability Maturity Model for software) é um processo desenvolvido pela SEI (Software Engineering Institute, Pittsburg, Estados Unidos) para ajudar as organizações de software a melhorar seus processos de desenvolvimento. O processo é dividido em cinco níveis seqüenciais bem definidos: Inicial, Repetível, Definido, Gerenciável e Otimizado. Esses cinco níveis provêm uma escala crescente para mensurar a maturidade das organizações de software. Esses níveis ajudam as organizações a definir prioridades nos esforços de melhoria dos processos.

O PMI (Project Management Institute) é a uma organização sem fins lucrativos de profissionais da área de gerenciamento de projetos. O PMI visa promover e ampliar o conhecimento existente sobre gerenciamento de projetos assim como melhorar o desempenho dos profissionais e organizações da área. As definições e processos do PMI estão publicados no PMBOK (Guide to the Project Management Body of Knowledge). Esse manual define e descrevem as habilidades, as ferramentas e as técnicas para o gerenciamento de um projeto. O gerenciamento de projetos compreende cinco processos – Início, Planejamento, Execução, Controle e Fechamento, bem com nove áreas de conhecimento: Integração, escopo, tempo, custo, qualidade, recursos humanos, comunicação, análise de risco e aquisição.

Esses padrões devem ser adotados pelas organizações de TI em maior ou menor escala, dependendo da complexidade do negócio. Quanto mais complexo o negócio mais formal devem ser a implementação dos processos e seu controle. Se analisarmos as técnicas e as práticas recomendadas por esses padrões chegaremos a conclusão que são óbvias para uma boa gestão de TI, entretanto se as ignorarmos colocaremos em risco a empresa.

A adoção de padrões requer um controle efetivo que avalie continuamente o desempenho das práticas e das pessoas, garantindo a eficiência da organização. Um método de acompanhamento das metas pré-definidas pela organização é o Balance Scorecard. Esse processo permite criar sinergia entre as pessoas, assegurar que a estratégia seja implementada e avaliar o desempenho da organização.

Sumarizando, para um CIO adotar uma gestão eficiente de TI ele terá que focar em quadro dimensões: Pessoas, Projetos, Processos e Métricas. Cada dimensão já possui um conjunto de práticas e técnicas para assegurar a eficiência da gestão. Basta aplica-las!

Simples! Nem tanto. A dimensão mais importante no processo é a que envolve as pessoas. Nessa dimensão é onde as habilidades do CIO serão colocadas à prova. Aqui é onde se investe mais tempo, procurando alinhar cada membro da equipe aos objetivos da organização e no aperfeiçoamento das habilidades técnicas e de comportamento. Além, de administrar os conflitos internos.
Fonte: efagundes.com

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Certificações: avaliar demanda do mercado ajuda na escolha

Várias plataformas apresentam chances escondidas para profissionais que desejam investir na carreira e buscam bons salários.
A certificação correta, na hora certa, pode definir a escolha do candidato. A pergunta que muitos profissionais costumam fazer, no entanto, é: em qual especialização investir? Outra dúvida que aflige com frequência muitos candidatos é em relação ao tipo de especialista o mercado busca.

Por conta do dinamismo que rege o segmento de TI, é quase impossível eleger "certificações clássicas", aquelas que valeriam em qualquer época da carreira. Ano após ano, a tecnologia evolui em suas diversas plataformas, alterando as demandas do mercado. Além disso, as necessidades tecnológicas variam ao sabor das políticas de marketing das empresas líderes e das decisões dos CIOs das corporações.

No entanto, devido à grande base instalada da plataforma Windows, há uma procura constante por profissionais especializados nessa área. "Quando falamos na base Microsoft, sem dúvidas, a certificação MCITP em Windows Server 2008 está em alta", avalia Fabiano Santana, co-autor de 25 e-books sobre produtos Microsoft. "Concorrer a uma vaga para especialista de Windows sem certificação é perda de tempo", avisa.

Santana, ao passar mais uma orientação, lembra que, apesar da certificação MCITP ter aposentado a MCSE, ainda existe considerável procura por profissionais certificados nesse conhecimento. Neste caso, a demanda está direcionada para a base Windows Server 2003.

"As certificações dependem da opção profissional do indivíduo", explica Zilta Marinho, diretora de educação da Módulo Education. De acordo com Zilta, Cobit, Itil, MCSO (Módulo Certified Security Officer), CISSP, e, agora, GRCP (GRC Governance, Risk end Compliance Professional) têm sido muito procuradas por gestores e técnicos. Ainda continuam forte as relacionadas à Cisco além da MCRM (Módulo Certified Risk Manager).

Independente da sigla, é preciso estar atento, no entanto, às oportunidades "escondidas". Há excelentes vagas, por exemplo, para especialistas em mainframe. Só no site da Catho, conforme verificado durante o fechamento desta segunda reportagem do especial em certificações, havia 72 oportunidades. Embora pareça coisa do passado, na prática, esse conhecimento pode se traduzir também em um excelente salário. Ninguém vive sem os legados e há uma demanda não suprida por bons profissionais deste segmento. Por isso avaliar o que os recrutadores estão buscando no mercado de trabalho pode ser um bom caminho para definir qual especialização cursar.

"As pessoas não devem procurar o que está na moda, mas sim o que é necessário e coerente com a opção profissional que fizeram ou desejam fazer", pontua Zilta. "É necessário traçar um caminho, mesmo que ele possa mudar com o tempo." Os profissionais, sobretudo os que estão em início de carreira ou possuem pouco tempo na estrada, precisam entender que, para concorrer em áreas mais disputadas, é obrigatório apresentar algum diferencial. Além das certificações, MBA é um item que costuma impressionar os recrutadores. O segundo idioma, no caso o inglês, é praticamente obrigatório e o espanhol é bastante apreciado por conta da relação com América Latina. Diante disso, não há fórmulas mágicas para quem quer crescer em TI. A solução é estudar e buscar mais especialização.

Dicas de valor

Veja alguns conselhos úteis para quem quer direcionar a carreira e obter uma boa colocação no mercado

ERP - Menos concorridas que o ambiente Windows, a área de gestão empresarial oferece salários bons. No entanto, essas vagas são escassas. Há poucos profissionais realmente habilitados. Uma certificação SAP pode ainda ser o diferencial. A desvantagem é que o investimento a ser feito é alto. O retorno pode vir a médio e longo prazo.

Segurança - Há uma demanda crescente por especialistas em segurança da informação. Há poucos profissionais realmente especializados em CISSP, por exemplo. Um conhecimento desse tipo no currículo pode reverter em contratação certa.

Windows - Com valor médio de R$ 80,00 por exame, as certificações em Windows são muito requisitadas pelo mercado. Existem dezenas de provas, cada uma focada em uma certificação, como, por exemplo MCSA, MCSE, MCTS, MCP e MCITP.

Gestão de serviços - Fique atento para oportunidades crescentes para certificações voltadas para gestão de serviços e suas melhores práticas, como COBIT, ITIL e MOF.

Fonte: Revista ITWeb

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O futuro a Deus pertence! Ou não?

Declaro inicialmente que creio na existência de um Deus vivo que em uma de suas comunicações com os homens, de uma maneira simples e poderosa, disse; “Eu sou!” Na nossa vida finita ficamos a entender a quarta dimensão (o tempo). E o futuro?
Quem construiu o futuro de ontem do planeta terra, que é o presente de hoje? O homem tem mais culpa no cartório do que qualquer Ser superior.
E nas nossas organizações? Vamos esperar o que vai acontecer? E a informação corporativa que faz a organização funcionar e possibilita a operacionalização do negócio? Vamos deixá-la ao léu?
Como acontecerá a segurança da sua organização nos próximos dez anos dependerá do que e como você decidir hoje.
Primeiramente temos que entender que a segurança da informação, do ponto de vista corporativo, existe para possibilitar que a organização alcance seus objetivos no que depende dos recursos da informação.
Sendo assim, entendo que devemos pensar como será o ambiente em que a organização vai viver nos próximos dez anos e consequentemente como a proteção da informação deve acontecer. Citamos algumas características.
1. Em qualquer lugar, em qualquer tempo.
As grandes empresas já oferecem alguns produtos com essas características. O serviço Internet Banking é o que melhor se aproxima. Mas daqui para frente as médias e até as pequenas empresas terão que entrar neste nível de serviço. Isto significa disponibilidade e nos leva ao segundo item.
2. A identidade verdadeira do usuário.
Produto, leis e outras ações existirão para garantir que as organizações tenham certeza com quem estão se relacionando. Não somente em relação às pessoas, mas também considerando outras entidades (clientes e fornecedoras). Se a organização não considerar este item será vítima de fraudes e erros.
3. Privacidade das informações
Em função do relacionamento do mundo virtual, praticamente tudo sobre pessoas e organizações estarão registradas eletronicamente. Quem pode ver o que? Quem pode saber detalhes de pessoas ou organizações? Como fica a necessidade do Estado saber informações quando de investigação de crimes? Como saber se somente o que foi suposto como crime será investigado?
4. Estamos na Terra e alguns concorrentes são anti-éticos.
O vazamento e roubo de informação deverão crescer. O que assusta é que muitas empresas hoje não se importam com essa possibilidade, são roubadas continuamente e não sabem. Afinal, retirar informação não arranca pedaço! A informação continua lá!.
5. Dependência de fornecedores
A organização depende cada vez mais dos seus fornecedores. E esses fornecedores precisam ter o mesmo nível de proteção da informação. Muitas vezes a organização não sabe nem como exigir que um fornecedor tenha o comprometimento com os requisitos de segurança. Utilizamos soluções de aplicativos que não sabemos formalmente como o desenvolvedor garante o sigilo da informação da nossa Organização.
Esses são alguns itens que devemos estar atento para o futuro que a Deus pertence, mas que nós o construímos. Ou você não quer construir o seu futuro?
By Edison Fontes, CISM, CISA
Consultor, Professor e Autor de Livros de Segurança da Informação.
“Deus serve aos homens, mas não é criado deles”, Giustino Durano no Filme A Vida é Bela, 1998.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Líderes de tecnologia precisam ser profissionais completos

Líderes de tecnologia precisam ser profissionais completos
Cada vez mais envolvidos com as áreas de negócios, CIOs deixam a seara técnica e assumem as mais diversas funções dentro das companhias.
Mais que o ranking dos 100 IT Leaders brasileiros, o estudo realizado pela Computerworld e pela IDC traz um retrato atualizado dos executivos de tecnologia brasileiros. O antigo discurso de que estes profissionais estavam deixando de lado o perfil técnico tornou-se realidade. Hoje, mais do que o pé de igualdade com seus pares de negócios, é possível encontrar CIOs acumulando funções que vão além da definição das estratégias de tecnologia.
Um exemplo é Jair Lorenzetti, CIO da M5 Têxtil, companhia que controla a marca M.Officer. Depois do processo de reestruturação organizacional da empresa, ele passou a acumular, além da TI, também a coordenação das áreas de governança e logística. Mais que isso, a gerência financeira da empresa está subordinada a ele. A posição do executivo não é comum, mas dá uma ideia do quanto o profissional de TI vem se envolvendo com as áreas de negócios.
Ao tomar a frente das iniciativas de governança, Lorenzetti assumiu a revisão de todos os processos de negócios da M5, o que significou uma série de mudanças dentro da companhia. “Encontramos as causas de vários problemas. Eram as caixas de Pandora, clãs e feudos que dominavam processos que não pertenciam à empresa, mas às pessoas”, afirma.
Situação semelhante viveu Leandro Balbinot, diretor de tecnologia e processos das Lojas Renner, que coordenou o projeto de verificação de toda a cadeia de suprimentos da companhia. “Varremos todos os processos sob o ponto de vista de negócios, com objetivo de reduzir estoque nas lojas e no centro de distribuição”, diz.
Para o projeto, que vai até 2010, a rede varejista contou com um grupo multifuncional, liderado pela área de TI. “Houve uma inversão de papeis, a TI deixou de ser demandada para ser demandante. Houve ceticismo, mas no final foi muito bem aceito”, afirma.
O CIO da indústria farmacêutica AstraZeneca, Rogério Ribeiro, explica a mudança de perfil na definição de sua função dentro da empresa: buscar inovação que dê retorno ao negócio. Por conta disso, nos últimos dois anos ele inovou na estruturação de sua área, que foi dividida em verticais de negócio, acompanhando as áreas de atuação da companhia. Além disso, o perfil da equipe também mudou, e hoje ela é formada por profissionais que entendem de tecnologia e de negócios. “A empresa tinha grande número de projetos para serem executados e a priorização exigia uma cabeça diferente de tecnologia. Estas pessoas hoje estão preparadas para este contexto”, diz.
Ao avaliar as mudanças, o executivo as classifica como positivas e constata que a área de TI passou a fazer parte do negócio. “Essa postura gerou uma expectativa diferente em relação à nossa área, que hoje usa a inovação para mostrar o que pode ser feito para que sejamos um braço estratégico, não um custo”, afirma.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Redes sociais: entenda sete brechas de segurança para empresas

A preocupação dos responsáveis pela segurança da informação com o uso das redes sociais no ambiente corporativo tem uma série de justificativas. Ambientes como Twitter, Facebook, Orkut e LinkedIn são uma rica fonte para crackers colherem dados valiosos das empresas ou, ainda, se infiltrar na rede.

“Os sites de redes sociais são uma verdadeira praga”, pelo menos da perspectiva de segurança corporativa, afirmou Alan Lustiger, diretor de segurança de informação da empresa de gestão de riscos Gain Capital Holdings, durante a conferência The Security Standard 2010 esta semana, em Nova York (Estados Unidos).


A seguir, Lustiger lista as sete principais brechas à segurança criadas pelas redes sociais:

1 - A busca em sites sociais por nomes de empresas revela, mesmo que parcialmente, uma lista dos funcionários, o que já facilita bastante o trabalho de quem pretende explorar ataques baseados em engenharia social.

2 - Endereços corporativos de e-mail publicados em sites sociais fornecem informação valiosa. Se o esquema de formação dos e-mails (inicial do primeiro nome e sobrenome, ou primeiro nome mais “sublinhado” e sobrenome) for o mesmo da senha, então a segurança estará comprometida. “Você estará a meio caminho de divulgar seu usuário e senha”, avisa o especialista.

3 - Informações publicadas em sites sociais dão pistas para tentativas de adivinhação de senha – nomes de crianças, comida favorita, equipes esportivas, entre outros.

4 - Concursos falsos anunciados em sites sociais que exigem todo tipo de dado, e que poderiam ser usados para redefinir senhas - que escola você frequentou, nome de seu primeiro animal de estimação, seu tio favorito, entre outros - podem ajudar o criminoso a invadir a conta do usuários.

5 - URLs encurtadas usadas frequentemente no Twitter podem levar a qualquer lugar - e a URL não lhe dá pista alguma de qual lugar seria esse.

6 - O garimpo de informação em quadros de avisos pode render notícias de vagas de TI em empresas dentro do alvo do invasor. Esse, por sua vez, poderia se qualificar para uma entrevista e, nela, obter informações detalhadas sobre a rede corporativa no decorrer da discussão, sobre o trabalho em potencial e sua esperiência com tecnologias específicas.

7 - O uso do GPS pelo Google Latitude torna público o local onde a pessoa está no momento, revelando também todos os lugares onde ela não está. Pessoas que buscam um pretexto para entrar num prédio comercial poderiam usar esta informação para passar na empresa e pedir para falar com um empregado que sabidamente não estará lá.

Pé na empresa
Lustiger diz que tudo o que os exploradores de engenharia social precisam é conseguir colocar um pé dentro da empresa, mesmo que seja na área da recepção. Basta que um deles entre, pergunte por alguém que não está lá, decida esperar e, então, peça à recepcionista para imprimir uma planilha que deveria ser levada à reunião com a pessoa que não está lá.

As recepcionistas, treinadas para serem solícitas, irão inserir um pen drive USB em seu computador para imprimir o documento. Ao mesmo tempo, na retaguarda, um malware estará plantando um backdoor, roubando dados ou liberando código destrutivo, diz o diretor – tudo sem deixar rastro.

Outros truques de engenharia social incluem conseguir qualquer vaga na empresa, dando ao invasor acesso interno às redes e mais tempo do que realmente precisariam para causar estrago. “Levaria minutos e não seria algo difícil de fazer”, diz.

Educar os empregados sobre os riscos é a melhor forma de bloquear ataques, diz Lustiger. Relacionar essas medidas a suas vidas pessoais ajuda. “Por que um site precisa saber sua data de aniversário?”, pergunta, apontando que a informação pode ser utilizada como um fator de identificação para mudar senhas ou roubar identidades. Ele relata que tem uma data de nascimento falsa que utiliza para ajudar a protegê-lo contra roubo de identidade.

As recomendações de segurança física que os empregados deveriam seguir incluem não deixar que pessoas aproveitem a passagem por uma porta aberta depois que alguém a tenha destravado com um cartão, e pedir identificação a qualquer pessoa que não seja reconhecida como funcionário.

Quanto aos sites de redes sociais, as equipes de segurança corporativa deveriam promover a monitoração, mesmo que amostral, dos sites de rede social usados por seus funcionários em busca de informação que, tornada pública, poderia comprometer a segurança de ativos da empresa. “Os empregados estão colocando informação lá fora em seu próprio tempo livre”, diz.

Mesmo as empresas mais diligentes permanecem vulneráveis, afirma. “É virtualmente impossível defender-se contra um invasor de engenharia social realmente dedicado que tenha tempo suficiente”, conclui.
Fonte: CIO DIGITAL