QUAL O VALOR DA CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL..??

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CERTIFICADO ISO 27002 - SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO - EXIN - 2013 - CERTIFICADO ITIL 2011 FOUNDATION

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CERTIFICAÇÕES PROFISSIONAIS:
ISO 27002 - Segurança da Informação - 2013;
ITIL 2011 Foundation - 2014;
Formação COBIT4.1 - Redes Sociais -

Serviços Prestados:
Auditoria na Área de Informática - Auditoria do ambiente de tecnologia da informação

Consultorias de Apoio a Criação de Políticas e Procedimentos Referentes ao Uso das Redes Sociais ;

Consultoria em Gestão de Relacionamentos para TI ;

Consultoria de Apoio a Formação de Comitês de Gestão da TI;

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terça-feira, 29 de março de 2011

LinkedIn dá dicas para os profissionais conseguirem promoção

Estudo realizado pela rede social revelou que as melhores épocas do ano para os brasileiros pedirem aumento ao chefe são janeiro, julho e agosto.
Os três melhores meses para promoção dos talentos brasileiros são janeiro, julho e agosto. A revelação é de uma análise realizada pelo LinkedIn, a maior rede social profissional do mundo, com mais de 90 milhões de usuários. O estudo teve como objetivo avaliar qual é a melhor época do ano para os funcionários abordarem o chefe para obter aquele tão sonhado aumento salarial e também dar dicas para autopromoção.

Globalmente, o crescimento profissional ocorre com mais frequência em janeiro, julho e setembro, constata a pesquisa do LinkedIn. Entretanto, o estudo verificou que profissionais brasileiros que atuam com consultoria e gestão apresentam um aumento significativo de promoções em setembro, acima da média em relação a outras atividades indicadas.

O relatório também apurou que o ciclo de reconhecimento profissional está gradualmente mudando, devido, em parte, aos talentos que nasceram de 1980 a 1995. Esse grupo é o que mais consegue promoções ao longo do ano (e não apenas em Janeiro, o que ocorre na maioria dos casos). Na década de 90, janeiro era disparado o melhor mês para promoções, no mundo todo. Entretanto, dados do LinkedIn revelam que esse panorama tem mudado nos anos 2000 – o mês ainda se destaca, mas perde força para outros períodos.

“O LinkedIn foi lançado em 2003, mas nosso banco de dados permite identificar tendências profissionais que se estendem por décadas”, diz o cientista chefe do LinkedIn, DJ Patil. Ele acredita que a rede social pode ajudar os associados a alcançar seus objetivos de carreira, utilizando a rede da maneira mais eficaz e produtiva.

A especialista em carreiras e empregos do LinkedIn, Lindsey Pollak, acrescenta que uma das melhores formas de se conseguir uma promoção é se autopromovendo. “O LinkedIn é o lugar perfeito para profissionais conseguirem clientes, fornecedores e outros terceiros para enviar recomendações sobre seus perfis. Ao incentivar outros profissionais a corroborar o bom trabalho que você faz atualmente, aumentam suas chances de dar o próximo passo na carreira”, diz ela.

Veja a seguir dicas de como aproveitar o LinkedIn para conquistar uma promoção:

Mire os holofotes para novos conhecimentos
Impressione seu gerente, adquirindo conhecimentos que vão além de seu papel atual. Verifique se o seu perfil no LinkedIn está completo, com todas as habilidades que absorveu. Expandir seus horizontes é louvável e chama a atenção de seus superiores. Se sua empresa subsidia de alguma forma programas de estudos, tire proveito disso. Se você tem certificados ou retornou aos estudos para conquistar um cargo melhor, não deixe de citá-los em seu perfil e durante a avaliação com seu superior.

Conecte-se a quem se encontra em níveis superiores
O LinkedIn Advanced People Search identifica profissionais que tenham o cargo ao qual você deseja ser promovido. Buscar mentores e colegas é uma forma de se preparar para a promoção de 2011. Você pode construir uma sólida relação, que poderá lhe render bons conselhos quando necessários.

Destaque o bom trabalho realizado
Comente com seu gestor as suas realizações. Mesmo que elas sejam excelentes, podem ter sido esquecidas. Documente os marcos na sua carreira solicitando recomendações no LinkedIn. Se um cliente, por exemplo, envia um e-mail agradecendo pelo evento maravilhoso que você viabilizou em tempo recorde, gentilmente sugira que ele lhe recomende (caso se sinta confortável fazendo isso) e também encaminhe o elogio ao seu superior, para que ele fique ciente do bom trabalho realizado.
By Computer World

sexta-feira, 18 de março de 2011

GERENTE DE RELACIONAMENTO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Sempre que um novo cargo ou função surge no mercado de trabalho, normalmente causado pelos avanços dos processos de gestão, aprimoramento da governança corporativa ou surgimento de novas tecnologias, a primeira pergunta que surge é: qual a necessidade deste novo cargo ou função nas organizações?

Certamente na área de tecnologia da informação (TI) é onde surgiram mais funções nos últimos vinte anos e foi assim que ocorreu quando surgiram os primeiros analistas de sistemas, programadores, suportes, e outros cargos. Depois surgiram os CIOs, os líderes de TI, os coordenadores de TI, os Web Design e muitos outros. Todos eles já consolidados no mercado de trabalho e certamente alguns cargos até já surgiram e desapareceram do mundo da informática nestes últimos 60 anos.

Mas nosso assunto é Gerente de Relacionamento de Tecnologia da Informação. Este é um cargo relativamente recente, ainda restrito a grandes organizações, mas que está tendo uma importância transcedental para os processos de reconversão de sistemas, implantação de ERPs, mudanças radicais nos conceitos de TI nas organizações e ajuste do planejamento estratégico de TI com o plano de negócios da empresa.

Até alguns anos atrás, diríamos que até o surgimento do conceito de ERP, a área de TI das organizações, mais conhecida como CPD, era dona absoluta dos sistemas, uma caixa preta bem escura e impenetrável para os mortais, no caso os usuários dos sistemas. O que o CPD decidia, a administração cumpria. Numa ocasião vivenciei um caso hilariante num cliente: o gerente do CPD, após negociar sucessivos aumentos de salários com o Diretor da empresa e sempre sendo atendido, pois era uma pessoa imprecindível para a organização, pediu também um carro como gratificação. Qual o carro que você quer? disse-lhe o Diretor. Um carro médio, disse-lhe modestamente o gerente. Vou de dar uma caminhonete bem robusta, disse-lhe o Diretor, pois em caso de teres um acidente a possibilidade de morreres é bem menor. Foi o sinal que o Diretor teve para buscar um substituto para este Gerente. A empresa estava nas mãos dele. Esta história real, certamente passou-se em centenas ou até milhares de organizações no mundo inteiro. Foi uma época que passou, felizmente.

Os sistemas abertos, os bancos de dados, os sistemas voltados aos usuários, foram o formato mais adotado pelas organizações nos últimos vinte anos, mas ainda estamos diante de cenários ainda perversos para o desenvolvimento dos negócios.

A distância que ainda temos entre o planejamento estratégico ou o plano de negócios das empresas e o planejamento estratégico da área de TI é ainda enorme.

Indiscutivelmente a informática, mediante a adoção de sistemas integrados, vem tendo uma importância fundamental para a possibilidade de crescimento das empresas. Sistemas informatizados possibilitando a ampla integração das áreas operacionais de uma empresa (vendas, compras, estoques e produção, financeiro -tesouraria, contas a receber, contas a pagar, fluxo de caixa, contabilidade, recursos humanos, patrimônio, orçamento, e outros, tornaram-se de tal forma indispensáveis para o crescimento sustentado de uma organização. Chegamos ao ponto de poder afirmar que a tecnologia da informação está sendo um dos diferenciais entre as organizações que crescem e as organizações que ficam estagnadas ou ficam para trás.

Temos a convicção de que a tecnologia da informação, os recursos intelectuais, a qualidade dos produtos e a inovação tecnológica aplicada à produção, logística e pesquisa e desenvolvimento são os fatores diferenciais entre a organização de sucesso e a organização que parou no tempo.

O mundo globalizado determina um novo campo de competição e a TI, em todos os seus campos de influência, determina o diferencial entre os competidores.

A TI por si só não gera os lucros que permitem o crescimento das empresas, mas é instrumento fundamental para propiciar informação, de toda a natureza e em todos os estágios dos processos das operações de uma empresa.

O surgimento dos CIOs foi um fator determinante para dar aos sistemas de informação com o uso da informática a importante devida dentro das organizações. A função do CIO permitiu que mundo dos CPDs, as caixas pretas, implodissem, e o relacionamento da área de TI com toda a organização melhorou muito. O ambiente ficou outro, e o usuário da informação passou a ser chamado para participar no desenvolvimento de novos sistemas, suas necessidades começaram a ser desenvolvidas e disponibilizadas, e com isto as organizações cresceram.

Todavia, estamos vivendo novos tempos e a quase totalidade das grandes organizações já migrou para os sistemas ERPs, adquiridos de empresas de TI ou desenvolvidos internamente, com equipe própria ou terceirizando o desenvolvimento de alguns sistemas e serviços. As médias e pequenas empresas ainda estão vivenciando estas experiências, mais ainda assim, são muitas que, dentro de seu porte de operações, já atingiu etapa importante de desenvolvimento de sistemas integrados e com base consistente de informação para a tomada de decisões.

Estamos caminhando para novos cenários como a virtualização, o “cloud computing”, que são novos conceitos, novas estruturas de sistemas e novos desafios para o CIOs e suas equipes. Como partir para novos cenários se não temos segurança naquilo que temos em casa, perguntam-se os CIOs e suas equipes. Como vender estas idéias para o restante da organização, onde o processo de governança corporativa dá mais força aos Conselhos de Administração, exige desses uma participação pró-ativa, mais envolvente, mais responsável e mais questionadora. Como dar segurança aos usuários, hoje já partícipes do processo decisório em termos de TI?

Não podemos esquecer que muitos dos cenários que as empresas estão vivenciando ainda estão em desenvolvimento sistemas mistos, onde parte está integrada e parte funciona como sistemas próprios, isolados, e que só são integrados mediante a interferência da área de TI e dos usuários, com altos riscos, linguagens diferentes, metodologias de desenvolvimento diferentes e avaliação de riscos restrita a determinados estágios dos sistemas.

Precisamos, cada vez mais, gerenciar estes cenários.

Para tanto, o mercado da tecnologia da informação criou uma nova função: o Gerente de Relacionamento de TI.

Qual a razão da criação desta função dentro das organizações?

A razão principal é a falta total de integração entre o plano de negócios e o planejamento estratégico da organização com o planejamento estratégico de TI. Na grande maioria das organizações isto não acontece. Falam línguas diferentes. Ou pior, não se falam.

Numa empresa onde não tem um diretor envolvido diretamente com o processo de TI, estes cenários são ainda mais freqüentes.

Ou seja, as organizações precisam de alguém ou uma pequena equipe com a liderança de alguém que assuma esta função: gerenciar o relacionamento entre a área de TI e os usuários, aí incluída a alta administração (Conselho de Administração, Diretoria, Comitê de Auditoria).

Qual o perfil deste profissional? Destacamos algumas qualificações fundamentais para o exercício do cargo:

a) conhecimento do negócio da organização, seu plano de negócio, seu planejamento estratégico e o planejamento estratégico de TI;
b) ter alguma vivência da área de TI para facilitar a comunicação;
c) ter habilidades no relacionamento entre pessoas;
d) ter capacidade de organização para sistematizar as ações.

Não há cursos em nossas universidades visando formar CIOs ou Gerentes de Relacionamento de forma proliferada. Talvez tenhamos umas duas ou três Universidades que começaram a desenvolver alguma coisa a respeito.

Da mesma forma como nasceram os Gerentes de Relacionamentos com Investidores, hoje comum em várias companhias abertas, como forma de dar mais suporte aos Diretores de Relacionamento com Investidores, este um cargo exigido para as companhias abertas, o Gerente de Relacionamento de TI também evoluirá pelo processo de amadurecimento na função, ganhando experiência com as situações vivenciadas, buscando a credibilidade entre as partes mais por suas habilidade pessoais de relacionamento, do que pelos seus conhecimentos técnicos de TI.

Quais são as funções do Gerente de Relacionamento de TI?

Podemos destacar as principais funções:

a) identificar as necessidades dos usuários, analisar prioridades, discutir com a área de TI e apresentar recomendações, construindo bases para sua implantação;
b) avaliar permanentemente o desenvolvimento do Planejamento Estratégico de TI e seu alinhamento com os negócios da empresa e implantação do plano de negócios e planejamento estratégico da empresa;
c) assessorar o CIO;
d) antecipar as demandas internas, tendências do negócio e discutir com a área de TI as ações concretas para tais eventos;
e) avaliar as novas tendências de tecnologia e provocar discussões internas entre o usuários e área de TI visando preparar a organização para o futuro;
f) avaliar as vantagens competitivas que a empresa pode ter entre os concorrentes e discutir com usuários e área de TI para dar prioridade às novas ações;
g) efetuar relatórios à alta administração quanto ao desenvolvimento de TI na organização em relação ao plano de negócios e planejamento estratégico;
h) avaliar os processos operacionais e identificar pontos onde a TI pode ser melhorada ou melhor utilizada;
i) assessorar a alta administração na avaliação dos investimentos em TI, já discutidas e aprovadas com a área;
j) assessorar a alta administração quanto ao gerenciamento de riscos de TI.

Com a criação do cargo de Gerente de Relacionamento de TI a organização não pode esperar e depositar nesta função, a partir de sua implantação, todos os resultados das ações de TI voltadas à organização. O sucesso e o fracasso serão de responsabilidade de todos.

Caberá a alta administração e mais de perto ao CIO, se existente na organização, a tarefa de dar respaldo do Gerente de Relacionamento de TI. O Gerente de Relacionamento de TI não pode ser confundido com um especialista em negócio e nem com um técnico qualificado da TI. Sua principal tarefa está em ter habilidades para gerenciar relacionamento de pessoas.

Uma forma que muitas empresas estão buscando para dar respaldo ao Gerente de Relacionamento de TI é a criação do Comitê de Gestão de TI nas organizações, onde participam o CIO (ou diretor envolvido com TI), o Gerente de Relacionamento de TI, o Gerente de TI, Gestores de áreas operacionais (Diretor Financeiro e/ou Comercial, por exemplo) e consultores externos. Cabe ao Comitê supervisionar todas as ações para o desenvolvimento do Planejamento Estratégico de TI voltado à integração com o Plano de Negócios da empresa e seu Planejamento Estratégico.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Gestão de TI: Eficiência e resultados para os negócios

Quando o assunto é negócio a conversa invariavelmente tenderá para temas como crescimento, investimento, redução de custos e riscos de segurança, eficiência operacional, credibilidade, valorização da marca, enfim, como tudo isso pode melhorar os resultados do negócio?

De um lado sempre existirá alguém propondo a mudança, seja para inovar ou trazer mais inteligência, eficiência e resultados para os negócios ou simplesmente para atender as exigências obrigatórias de cada setor. Do outro lado, alguém precisa aprovar, além de encontrar evidências de que a proposta esteja aderente com a estratégia do negócio e agregue valor que poderá gerar bons resultados. Entre estes dois está a TI e, neste momento, enquanto você lê este artigo, alguém está desempenhando estes papéis e, com toda certeza, um novo projeto de TI está nascendo.

A importância dos gestores de TI nos negócios contemporâneos não lhes permite mais participar discretamente da gestão corporativa. O volume de transações e informações geradas, o número cada vez maior de usuários internos e clientes envolvidos, a intolerância à falha e indisponibilidade dos produtos e serviços demandam excelência na definição e condução dos projetos pelos gestores de TI que apoiarão ou, por que não dizer, tornarão realidade os objetivos da organização.

A tarefa é árdua e qualquer vacilo poderá, e isto é quase uma certeza, fazer recair sobre os ombros da TI e seus gestores o peso do insucesso, das iniciativas que apresentem baixos resultados ou simplesmente não agradem todos os stakeholders envolvidos. Na primeira fila apresentam-se os acionistas representados pelo board de diretores do nível estratégico e logo a seguir, no nível tático, temos analistas ou consultores de negócio e gerência intermediária inseparavelmente acompanhada pelo nível operacional onde gravitam os usuários finais.

Ciranda de gestores de TI? Normal. Está difícil encontrar gestores nesta área que consigam gerenciar o orçamento sem serem exatamente donos da verba e que se comprometam a gastar somente o valor entregue. Também não é fácil administrar projetos cuja certeza da mudança é um fato, pois a clareza dos requisitos só se alcança conforme o trabalho avança, passando da abstração para a materialização das soluções. Intermediar, contudo sem bloquear os usuários finais, atuando como facilitadores e atentos a realizar as necessidades que podem melhorar os resultados sem sucumbir às vontades deste grupo quando estão desalinhadas da estratégia do negócio. Facilitar e intermediar sem isolar usuários internos de fornecedores de soluções, mas ao contrário construir uma aproximação que permita potencializar as ideias e maximizar os resultados tendo como combustível uma sinergia que de tão forte possa garantir a harmonia e a convivência entre stakeholders com interesses e objetivos por vezes bastante diferentes.

Os gestores de TI precisam investir e abusar de business case sempre que possível para mitigar quaisquer riscos e apontar claramente os objetivos e benefícios de cada projeto. Estudar e adotar modelos de gestão modernos com diretrizes sólidas de governança. Desenvolver e manter fornecedores que combinem com os valores da organização sem se preocupar tanto em gastar cada vez menos, mas em otimizar o orçamento, em soluções essenciais que viabilizem a geração de resultados e estejam alinhadas com a estratégia do negócio.

Orçamento para projeto sempre existirá. Necessidade de soluções de tecnologia também. E tecnologia não falta, pois estamos cada vez mais bem servidos tanto em hardware quanto em software. Para quem pensou até agora que o maior entrave para o setor da tecnologia da informação é a oferta de mão de obra especializada para produção eu convido a refletir sobre o tema. Considere que a oferta de profissionais para gestão também precisa de mais atenção principalmente pelo perfil híbrido desejado por toda organização que procura gestores altamente capazes e especializados, se possível com alguma herança técnica, que entendam o negócio e saibam desenvolver bons relacionamentos e resultados trabalhando com usuários e fornecedores.

by Gilmar Tamanini, CEO da Teclógica

quarta-feira, 2 de março de 2011

Redes sociais: 7 pontos críticos na implementação !!!

Aqueles que participam das redes sociais precisam de orientação de seu empregador sobre as regras, responsabilidades, normas e comportamentos que deles se espera. Desta forma, os responsáveis pela concepção das políticas para as redes sociais devem estar atentos às seguintes questões:
• Estratégia adotada pela organização para as mídias sociais: é fundamental que as lideranças para a área de mídias sociais determinem o objetivo de suas iniciativas antes de implementá-las. Além disso, é essencial que expliquem de que maneira a missão da organização, bem como suas estratégias e valores, impactam nas iniciativas. Um plano de estratégia para este meio colaborativo é um meio de monitorar essas informações.
• Responsabilidade por escrever e revisar as políticas: algumas organizações determinam que os CIOs devem escrever neste tipo de mídia dentro das organizações. Em outros casos, esta tarefa é direcionada ao conselho geral ao à comissões próprias, criadas para elaborarem estas políticas. A definição é muito importante antes do alinhamento das políticas para as redes sociais. Outro quesito a que as empresas devem estar atentas é diferença sobre o que pode ou não ser postado e os processos operacionais, que envolvem recrutamento e suporte ao cliente. Os processos operacionais precisam ser flexíveis e mutáveis e aderir à política, porém cada um dos departamentos ou divisões da companhia precisarão trabalhar com diretrizes específicas de governança e processo.
• Diagnóstico da política: obter um feedback geral sobre este quesito serve a dois propósitos. Primeiro, para garantir que os interesses como segurança, privacidade e exposição da marca sejam tratadas de forma adequada. Em segundo plano está aumentar a quantidade de adesões quando um grupo de pessoas é convidado a analisar e comentar os pontos principais da política. Isto significa que o processo pelo qual esta visão será revista e discutida, juntamente com o feedback, será incorporado àquilo que deve ser aplicada.
• Informação sobre as responsabilidades dos colaboradores: algumas companhias confundem a criação de políticas com a comunicação delas. Os padrões a serem seguidos devem ser bem escritos e de fácil compreensão, porém eles, por si só, não conseguem instruir os funcionários sobre a sua responsabilidade em relação às mídias sociais. Um plano de comunicação bem concebido, apoiado por um programa de treinamento, ajuda o empregado a entender melhor a política determinada e como ela impacta no cotidiano de cada um deles.
• Responsabilidade de monitoramento do acesso dos funcionários às redes sociais: um programa bem estruturado de treinamento e conscientização pode contribuir para que os funcionários saibam exatamente quais são os seus limites ao acessarem uma rede social. Porém, as lideranças da companhia para esta área colaborativa precisam estar atentas. Os líderes devem de fato entender as políticas e seus pressupostos e identificar acessos inapropriados. Porém, o papel deles deve estar muito mais centrado em ajudar as diversas áreas da empresa a terem um compromisso, por si próprias, de moderarem seus acessos às redes.
• Capacitação de gestores para treinarem os funcionários para a utilização das mídias sociais: é preciso haver um plano de como a organização vai oferecer aos gestores as habilidades necessárias para enfrentar e, ao mesmo tempo, aconselhar os funcionários sobre este assunto sensível.
• Utilização das experiências malsucedidas na melhoria da política e treinamento: as organizações que baseiam a utilização das mídias sociais de forma organizada e planejada, coerente com sua missão, estratégia e valores, serão capazes de analisar como essas iniciativas cumprem com os seus objetivos. Além disso, poderão usar este conhecimento para melhorar os esforços existentes ou projetos futuros dentro dessas políticas.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

As coisas mais perigosas que você pode fazer na internet

A internet conecta milhões de pessoas, isso não é novidade. E desses milhões, há muitos que estão apenas procurando por computadores vulneráveis a ataques. O pior é que grande parte desses ataques não são feitos de maneira direta pelos crackers, mas são realizados porque usuários acessam links maliciosos e abrem as portas para invasões.
Não apenas isso, também há diversos outros hábitos, muito comuns, que fazem com que os computadores fiquem abertos a ataques. Confira alguns dos erros mais freqüentes que a maioria dos usuários comete e também saiba como evitar os riscos que atrapalhem a sua estadia na internet.
“Manter-me conectado”
Serviços de email e redes sociais possuem a opção “Manter-me conectado” para que os usuários não precisem digitar seus logins e senhas a cada vez que desejarem acessar suas contas. Isso pode ser muito útil para qualquer pessoa que não divida o computador, mas quando isso é feito em computadores públicos, o perigo é grande.
Computadores de lan houses e universidades são utilizados por muitas pessoas em períodos curtos. A qualquer momento pode surgir um usuário que, ao perceber que algum serviço já está logado, altera dados e insere informações caluniosas sobre a vítima, que só vai perceber os danos muito mais tarde.
Métodos de proteção
O modo mais básico para se proteger deste tipo de invasores é evitando marcar as caixas de seleção com dizeres similares a “Manter-me conectado” ou “Keep me loged in” (para sites em inglês). Mas também é importante que, ao final das sessões de utilização, cada usuário clique sobre os botões de saída do sistema.
Outra opção bastante recomendada é apagar o histórico e os cookies do navegador. Para isso,confira neste artigo as dicas que o Baixaki preparou. Por fim, ainda há a possibilidade de utilizar as janelas privadas dos navegadores. Dessa maneira, não são salvos endereços, cookies, histórico ou sessões iniciadas por qualquer usuário. Também é de suma importância que, em hipótese alguma, as senhas digitadas no computador sejam salvas.
Não atualizar aplicativos
Programas vitais para o funcionamento do computador não podem ser deixados de lado na hora de realizar as atualizações. Sistema operacional e aplicativos com comunicação a servidores online (Adobe Flash, Adobe Reader e Java, por exemplo) podem ser verdadeiras portas de entrada para pragas virtuais.

Atualizações, por menores que sejam, são muito importantes para corrigir possíveis falhas estruturais que deixam os aplicativos vulneráveis e não efetuá-las, consequentemente, pode prejudicar os computadores.
Métodos de proteção
É muito simples livrar-se deste tipo de ameaça: permitindo que os programas sejam atualizados sempre que surgirem pacotes de correções. Desse modo, dificilmente alguma brecha será aberta para que usuários mal-intencionados roubem suas informações ou danifiquem o seu sistema operacional.
Interessante também configurar todos os programas para que as atualizações sejam buscadas automaticamente. Assim não há riscos de os usuários se esquecerem de buscar por atualizações, mantendo sempre o sistema com o máximo de segurança possível.
Procurar “escapulidas” de famosos
É difícil encontrar um usuário que nunca tenha se deparado com informações sobre traições de seus artistas favoritos, ou supostas gravações de vídeos adultos que fizeram com seus namorados, que prometeram “nunca mostrar para ninguém” e assim por diante. Muitos usuários mal-intencionados se aproveitam dessa curiosidade para espalhar vírus e outras pragas para o mundo.
Infectando uma enorme quantidade de computadores, é muito provável que senhas de cartões de crédito, listas de emails e outros dados que podem ser utilizados para causar danos sejam roubados.
Métodos de proteção
Não há uma dica mais certa do que: “Tome cuidado!”. 99% dos links que prometem vídeos comprometedores de artistas são apenas iscas para infectar computadores de usuários desavisados. Não clique nos links que mandam por email, muito menos em resultados de sites desconhecidos que são mostrados no Google.
Se sua curiosidade for maior que a necessidade de manter o computador livre de problemas, a possibilidade mais indicada (e ainda assim, pouco recomendada) é a utilização de agregadores confiáveis para buscar os conteúdos.
Baixar filmes e softwares ilegais
Muitos vêem na pirataria uma saída para gastos com programas de computador, jogos e filmes. O problema é que - além de desrespeitar as leis de direitos autorais - muitas dessas fontes oferecem os mesmos riscos que o caso anterior.
Sites maliciosos são criados para atrair usuários em busca de licenças e softwares piratas e “fazem a festa” com as portas que são abertas. Ao “clicar para baixar”, os usuários também estão clicando para infectar, para permitir o acesso de crackers, ou seja, deixando o computador vulnerável.
Métodos de proteção
Não baixe pirataria, essa é a grande dica para qualquer usuário. Além de correr muitos riscos de infecção no seu computador, ao baixar e instalar programas ilegais você também estará deixando de incentivar a criação de novos softwares e infringindo leis de direitos autorais.
Procurar por conteúdo adulto
Desde que a internet chegou aos computadores pessoais, sites de conteúdo adulto começaram a surgir e a se multiplicar de maneira exponencial. Logo chegaram os crackers e se aproveitaram desta enorme demanda por conteúdo adulto para criarem o império dos links maliciosos e das propagandas ilegais.
Não são raros os popups com técnicas e produtos para melhorar o desempenho sexual, propostas para cadastros em redes sociais apenas para maiores de idade e muitas outras opções que completam uma enorme gama de possibilidades.
Isso acontece porque esta busca é inerente ao ser humano. Desde que há (e enquanto houver) internet, vai existir procura por materiais do gênero. Um prato cheio para desenvolvedores maliciosos, que conseguem infectar um número enorme de computadores em pouquíssimo tempo.
Métodos de proteção
Muitos antivírus possuem sistemas de proteção ativa, realizando varreduras em links antes de os usuários acessá-los. Utilizando este tipo de recurso, é possível saber se as páginas oferecem riscos ou se são confiáveis, mas este não é o único modo de se proteger.
Outro conselho que podemos dar é: “Sempre desconfie de conteúdo adulto gratuito na internet”. Caso queira muito acessar fotos e vídeos do gênero, converse com seus amigos para que lhe indiquem algum endereço confiável, sempre buscando por links que ofereçam o menor risco possível.
Jogos online e armadilhas escondidas
Além dos riscos oferecidos pelos jogos piratas disponibilizados na internet, baixar jogos gratuitos também pode ser um problema. Isso porque alguns não são realmente gratuitos, mas são anunciados como tal para atrair usuários, sem falar que alguns instaladores podem conter vírus e outros arquivos parecidos.
Jogos de redes sociais (como o Facebook e Orkut) oferecem perigos diferentes. Permitindo que recursos extras sejam adquiridos por meio de compras com dinheiro real, muitos deixam brechas para que crackers criem anúncios falsos com promessas de produtos grátis em links maliciosos.
Casos não faltam. Há algum tempo foram criados vários links maliciosos com a promessa de moedas verdes gratuitas para os jogadores do Colheita Feliz. Enviados por emails, o vírus comportava-se de maneira similar a outros também do Orkut (como os clássicos “Veja as fotos da festa, ficaram ótimas” e “Não acredito que ela fez isso. Kkkkk”) para se espalhar.
Métodos de proteção
Assim como a grande maioria das dicas dadas neste artigo, para evitar as contaminações neste tipo de caso é necessário não clicar sobre os links disponíveis nos websites. Dificilmente as empresas que desenvolvem jogos para redes sociais disponibilizam recursos gratuitos para seus usuários.
Em casos raros em que isso acontece, são emitidos avisos diretamente na interface do jogo, nunca são enviados emails ou recados para as páginas dos jogadores.
Não cuidar da privacidade em redes sociais
Facebook e Orkut permitem que seus usuários enviem uma grande quantidade de fotos para os servidores, garantindo que possam ser mostradas suas viagens, festas e tantas outras ocasiões. Quem sabe se prevenir altera as configurações para permitir que apenas amigos próximos possam ter acesso a estas imagens.
O problema é que grande parte dos usuários não sabe realizar este tipo de modificação e acaba deixando tudo à mostra para qualquer um. Isso facilita que outras pessoas roubem suas fotos e informações, criando perfis falsos e realizando montagens maldosas com as imagens obtidas, causando danos morais muito sérios às vítimas.
Métodos de proteção
Há várias formas de proteger sua privacidade nas redes sociais, impedindo que usuários desconhecidos possam visualizar suas fotos e obter informações sobre seus interesses. Para o Orkut, basta acessar o menu de configurações e marcar todas as opções possíveis em “Apenas meus amigos”. Já no Facebook, o processo é um pouco mais complexo (clique aqui para acessar as dicas do Baixaki).
Acessar redes Wi-Fi desconhecidas
Precisando acessar seu email e seu modem 3G resolveu dar problemas? Verificou a lista de redes Wi-Fi disponíveis e encontrou várias sem proteção? Então tome muito cuidado, pois nem todas as redes ficam liberadas porque os administradores são “bonzinhos”. Não é raro encontrar redes sem proteção criadas por quem quer apenas roubar dados.
Como tudo o que você digita passa pelo modem não é difícil fazer com que seus movimentos sejam registrados em um log de utilização. Nisso podem ser capturados endereços de email, senhas, códigos de acesso a serviços diversos e números do cartão de crédito, por exemplo.
Métodos de proteção
Sempre que estiver em um local que disponibilize o acesso a redes sem fio, certifique-se de que a que você acessar é a oficial do estabelecimento. Shoppings e hotéis podem estar no raio de alcance de redes particulares com nomes modificados para enganar os usuários e roubar informações.
Pergunte aos administradores do local qual a rede certa para acessar. Outra dica é evitar ao máximo qualquer rede particular que esteja sem proteção. Desse modo, muitos transtornos podem ser evitados. Lembre-se de não permitir o compartilhamento de arquivos quando estiver em redes públicas.
Mesma senha para tudo
MSN, Orkut, email, Facebook e conta no Baixaki. Todos os seus perfis possuem a mesma senha de acesso? Se sim, você está correndo um grande risco. Caso você tenha uma senha roubada, o ladrão poderá acessar todas as suas informações de uma só vez, conseguindo invadir suas contas em qualquer local que você esteja cadastrado.
Métodos de proteção
Um bom modo de se proteger é criando uma senha para cada serviço acessado, ou então uma para cada tipo de serviço. Redes sociais ganham um código, contas de email ganham outro e cadastros em jogos online, por exemplo, utilizam uma terceira senha. Outra forma é criando uma senha mestra em seu navegador.
Clique para ganhar um iPad
Parece brincadeira, mas ainda existem muitos banners falsos na internet. “Você é nosso visitante 1.000.000.000! Clique aqui e ganhe um iPad, um Playstation 3 e um Boeing. Infelizmente não é tão fácil assim ganhar um prêmio, portanto tome muito cuidado com os links, muitos deles são apenas atalhos para sites maliciosos.
Métodos de proteção
Sabe aquela expressão: “Isso é bom demais para ser verdade!”? Bem, geralmente é mesmo. Por isso não clique em nada que prometa algo muito bom para qualquer pessoa. Essa é a única forma de livrar-se das pragas que podem tentar invadir seu computador em sites diversos ao redor do mundo virtual.
Estes são os principais erros que grande parte dos usuários comete quando estão na internet. Sabemos que você já cometeu e, acredite até mesmo a equipe do Baixaki já cometeu alguns deles.
Um abraço,

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Interagir com a administração é o mais importante na gestão de TI

Mais do que gerir projectos, a tarefa assumida como a mais importante por gestores de TI portugueses inquiridos num estudo do PortalTSI.net é interagir com “gestores de topo” nas organizações. 71% reporta ao CEO.
Um estudo de investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, sobre a gestão de TI nas grandes empresas portuguesas, revela que a actividade assumida como a mais importante de um gestor de TI é a interacção com colegas de topo. Perto de 85% dos inquiridos respondeu nesse sentido. A gestão de projectos foi considerada como a segunda tarefa mais importante por cerca de 83%. A maioria dos responsáveis (71%) está em início de carreira.
Em linha com estes dados, as duas competências consideradas mais importantes para o desempenho do gestor de TI são o entendimento sobre os objectivos e processos da empresa e a capacidade de pensar e definir estratégias. Mas entre os principais obstáculos encontrados pelos gestores no desempenho da sua actividade, o maior, apontado por cerca de 77% dos inquiridos é a falta de tempo para precisamente pensar e definir estratégias. Relacionado talvez com esse obstáculo, está o segundo maior: a “lista interminável de pedidos e projectos”, referida por 73%. E a agravar provavelmente o ambiente, estão as “expectativas irrealistas do corpo de gestão”, (64%).
Perto de 71% dos gestores são supervisionados pelos CEO ou directores-gerais das organizações, enquanto 20% reportam ao CFO ou director financeiro das empresas. Curiosamente o domínio sobre as questões de negociação é a competência menos valorizada entre os gestores de TI inquiridos.
Em termos de tecnologia implantada para a gestão de TI, a dominante – usada por 90% – é a folha de cálculo. Segue-se o software de gestão de projectos (67%). Depois os mais referenciados são o Microsoft System Center (18%),o HP OpenView (18%) e o IBM Tivoli (7%).


Projectos de BI com maior crescimento

O número de empresas com sistemas de BI implantado deverá crescer mais de 20% nos próximos anos, passando para quase 70% do universo abordado pelo estudo. Os projectos de CRM terão o crescimento mais importante, seguindo-se os de relacionados com gestão do fluxo de trabalho.
Universo do estudo
O trabalho envolveu a recolha de dados entre Fevereiro e Maio de 2008, sendo disponibilizado um questionário online a 500 gestores de sistemas de informação de empresas portuguesas dentro do universo das 1000 maiores empresas (em termos de volume de negócios) identificadas pelo INE. A selecção da amostra foi casual estratificada. No final obtiveram-se 59 respostas válidas, o que corresponde a uma taxa efectiva de resposta de 12,9%.
Fonte: ComputerWorld 2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Redes Sociais e Segurança da Informação

Em um mundo no qual a informação é um bem extremamente valioso, ganha pontos neste universo aquele que “tuíta” mais rápido, compartilha o quanto antes as fotos no Facebook, dissemina conteúdo de maior relevância nos blogs, divulga primeiro as melhores informações tidas como “furo de reportagem” e avisa instantaneamente os amigos onde está e o que está fazendo.
Esta convergência das mídias faz com que permaneçamos cada vez mais tempo conectados, interagindo com nossos amigos e contatos profissionais em tempo real através da Internet.
Como toda tecnologia, também há os prós e contras dessa “socialização digital”.
Dentre as vantagens, podemos citar: amigos a um clique de distância; migração dos meios analógicos para os digitais; interação do mundo “real” com o mundo “virtual”; maior compartilhamento de conhecimento; usuário passa a ser emissor de conteúdo, e não somente receptor; grande volume de informações divulgadas em maior velocidade; uso da rede como ferramenta para mobilização social; e rastreabilidade da informação (é possível conferirmos o autor de determinado conteúdo, em determinado dia e horário, e quais reflexos da publicação desse material).
Porém, há também os aspectos negativos desse comportamento: excesso de exposição no mundo virtual; cyberbullying; limites entre privado e público passam a ser cada vez mais difusos; confusão entre vida pessoal e profissional; reputação negativa na Internet; reflexos negativos no âmbito profissional; entre outros.
Devido à alta interatividade e conectividade de seus usuários, as redes sociais vem ganhando novos usuários a cada dia, e conseqüentemente, os problemas citados acima passam a ser cada vez mais comuns. Porém, o que nos chama a atenção é o fato destes reflexos negativos do mau uso dessas tecnologias originarem-se do comportamento de muitos profissionais que atuam justamente na área de Segurança da Informação.
Diariamente, deparamos com publicações no Twitter de usuários que ao informarem o que estão fazendo naquele momento, também dizem o local exato em que se encontram, com direito a mapa e outros detalhes. Isto pode ser interessante se você quiser ser encontrado mais rapidamente pelos amigos com quem combinou um passeio, porém, lembre-se de que aqueles rotulados como “persona non grata” também irão localizá-lo com a mesma facilidade. E se você diz que está em uma agência bancária, por exemplo, passa a aumentar consideravelmente o contingente de ameaças a sua integridade física.
O uso desmesurado de aplicativos que inserem a sua localização geográfica no momento da postagem de seus “tweets” é uma brecha de segurança, e mostra que você não se importa muito em ser localizado. O problema é ainda maior se você de fato é encontrado por quem não gostaria de ver, e também, se tais localizações contradizem com as informações que você forneceu anteriormente (exemplo: o funcionário que vai para um congresso pago pelo empregador, e “tuíta” a localização do bar em que se encontra, no mesmo horário do evento corporativo).
Sobre encontros desagradáveis motivados pelas redes sociais, recordo-me de um episódio ocorrido com uma parente, que divulgou no Twitter, em um sábado à noite, que iria sair com os amigos. Uma de suas amigas publicou no microblog o nome do local onde se encontrariam. Resultado: minha parente acabou tendo a desagradável surpresa de encontrar com o ex-namorado, que acompanhava o perfil de sua amiga, e portanto, sabia de seus passos. Uma discussão entre o ex e o atual namorado foi evitada pelos colegas que conseguiram conter os ânimos do rapaz, que agora, deixado no passado, tinha fortes características de um “stalker”.
Vemos que há perigos bem reais do uso inconsciente deste tipo de aplicativo das redes sociais: riscos de ser furtado, excesso de exposição, reflexos negativos na vida corporativa e complicações na vida pessoal.
Uma pesquisa reproduzida pelo jornal “O Estado de São Paulo”, realizada pela empresa internacional TNS, relata que os internautas já estão passando mais tempo online nas redes sociais do que lendo e respondendo e-mails (gastam em media 3,1 horas semanais em redes sociais, contra 2,2 horas semanais com e-mails).
O fato de passarem muito tempo online, e sendo a maior parte deste em redes sociais, leva os usuários a serem muito comunicativos na Internet. E o hábito de falar demais no meio virtual pode gerar alguns incidentes bem reais, com publicação de comentários e conteúdos indevidos, publicação de fotos e vídeos constrangedores, etc.
Como exemplos dessa conduta, podemos citar alguns episódios: 1) ex-diretor de renomada empresa na área de hospedagem de sites, durante um jogo de futebol publicou mensagens de baixo calão, contra o time patrocinado pela própria instituição. Tal fato gerou graves problemas com a imagem da empresa, causando um incidente institucional. A empresa tentou minimizar os danos, publicando nota à imprensa, porém, acabou demitindo o funcionário. 2) uma jornalista brasileira, ao escrever artigo em jornal de grande circulação, emitindo sua opinião sobre questões de tema eleitoral, acabou gerando tanta repercussão nas redes sociais, que foi demitida pelo próprio jornal. 3) jogadores brasileiros, que após uma partida, transmitiram vídeo através do Twitter, em que tratavam os torcedores do próprio time de modo ofensivo. A conduta imatura gerou problemas com a diretoria do clube, que teve que se posicionar diante da crise instalada.
Tais atitudes são vistas diariamente, praticadas não somente por jovens e adolescentes, mas também por profissionais adultos, que não imaginam a repercussão que podem causar, e os problemas que poderão gerar, abalando sua vida pessoal e profissional.
Nessa questão, chamamos a atenção dos profissionais da área de Segurança da Informação (SI) e executivos do segmento de Tecnologia da Informação (TI), que por estarem muito familiarizados à esse tipo de tecnologia, encaram tais ferramentas de modo natural e acabam publicando conteúdo que não condiz com suas posições profissionais.
Talvez, alguns imaginem que por dominarem as questões de segurança, nunca serão vítimas desses incidentes. A mídia mostra que a maioria destes profissionais de liderança tendem a se mostrarem desatentos para questões de segurança e convictos de estarem protegidos.
Nós, que lidamos com SI, precisamos ser ainda mais alertas. Se somos responsáveis por mantermos a confidencialidade das informações de uma empresa, também devemos ter esse comportamento em nossa vida pessoal.
É importante sempre lembrarmos que:
- As ameaças não escolhem lado;
- Os golpes virtuais não conferem os crachás antes de se configurarem;
- Os criminosos virtuais também são reais, e estão de olho em pessoas com posições de liderança nas empresas, e também naquelas que demonstram maior status social e financeiro;
- A sua lista de amigos nas redes sociais pode incluir também seus colegas de trabalho, seu chefe e seus clientes. Portanto, cautela com o que diz por aí.
Somos responsáveis por mantermos a confidencialidade, integridade e disponibilidade das informações em nossas empresas.
Em nossa vida particular, também devemos ter o mesmo cuidado, porém, as informações não devem estar totalmente disponíveis.
Gisele Truzzi
Advogada especialista em Direito Digital e Direito Criminal