QUAL O VALOR DA CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL..??

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CERTIFICADO ISO 27002 - SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO - EXIN - 2013 - CERTIFICADO ITIL 2011 FOUNDATION

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CERTIFICAÇÕES PROFISSIONAIS:
ISO 27002 - Segurança da Informação - 2013;
ITIL 2011 Foundation - 2014;
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Serviços Prestados:
Auditoria na Área de Informática - Auditoria do ambiente de tecnologia da informação

Consultorias de Apoio a Criação de Políticas e Procedimentos Referentes ao Uso das Redes Sociais ;

Consultoria em Gestão de Relacionamentos para TI ;

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terça-feira, 28 de agosto de 2012

4 características que as fan pages mais curtidas do Brasil têm em comum

Dados divulgados pelo próprio Facebook mostram que o Brasil é o segundo país com mais influência dentro desta rede
A influência das mídias sociais continua sendo muito destacada, isso porque o social commerce permanece ganhando espaço diante dos consumidores virtuais. Dados divulgados pelo próprio Facebook mostram que o Brasil é o segundo país com mais influência dentro desta rede.
Atualmente, o "Face" conta com mais de 48 milhões de contas de usuários, sendo que nos últimos três meses, houve um crescimento de 13,8% no número de contas brasileiras criadas na mídia. Empresarialmente, sabe-se que a página mais 'curtida' no mundo é a do próprio Facebook e, aqui no Brasil, a fan page que se destaca é a do jogador Kaká. Mas, qual o segredo para conquistar tantos "Curtir"?
Destacamos abaixo, uma pequena lista das características das fan pages mais curtidas no Brasil e como aplicar tais ações em sua loja virtual. Veja:
Interação

O jogador Kaká, atualmente jogando no clube espanhol Real Madri, trabalha interação em sua página, atualizando-a constantemente, postando fotos e agradecendo a interação de seus fãs. Não é à toa que possui mais de 18 milhões de "curtir". Que tal seguir o exemplo?;
Diversidade
A fan page do refrigerante Guaraná Antarctica, com mais de 7 milhões de "curtir", aposta na diversidade do conteúdo postado. Eles trabalham além de promoções, imagens divertidas e interessantes, convidando seus fãs a participarem e compartilharem informações. Aposte em promoções e diversifique o seu conteúdo, não fale apenas de sua empresa;
Sugestões
Com mais de 6,3 milhões de "curtir", a fan page do Neymar, jogador do Santos, é dividida entre postagens feitas por ele e por sua equipe. A página apresenta constantemente, sugestões de produtos de sua linha oficial, além de vídeos de interesse dos fãs. Quantas vezes você já postou informações de seus produtos e serviços em sua página?;
Informação
Além dessas características, a questão informacional também está presente entre as fan pages mais 'curtidas' do Brasil. A exemplo disso, temos a página do programa Esporte Interativo (4,3 milhões), que costuma destacar as notícias mais importantes do mundo da bola e do esporte; além de provocar a interação e opinião de seus fãs através de questões como: "Qual jogo você prefere assistir na próxima terça-feira?". Se você tem um blog, integre tudo isso; e sempre permita a participação de seu consumidor.
Felipe Martins - fundador e presidente da empresa DOTSTORE, especializada em criação e assessoria em Loja Virtual.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Auditoria de TI – mal necessário?

Era para ser um dia normal, mas o dia começou cinza e todos estão tensos. O chefe chegou extremamente preocupado e logo de manhã reúne a equipe e diz: “Leiam os procedimentos e registrem o que está faltando, pois amanhã temos a auditoria externa. Se perdermos o selo da ISO cabeças vão rolar!”
Alguma semelhança com algo que você já presenciou, viu ou ouviu?
Empresas e profissionais buscam mostrar ao mercado que estão aptos a atenderem seus clientes (internos e externos) dentro de padrões de qualidade. Muitas vezes esta busca por qualificação e certificação é um instrumento utilizado mais para marketing pessoal/empresarial do que garantir que as entregas são feitas com a qualidade esperada pelo cliente, mas acredito que esta seja a minoria.
Quando falamos em Governança de TI, um dos objetivos de se implementar certificações/auditorias, é a busca de transparência da área de TI perante seus stakeholders (a organização, clientes e principalmente a alta administração). A TI é um ativo estratégico que representa um risco dentro da organização, já que suporta de alguma forma praticamente todos os processos de negócio, e por isso precisa ser mitigado. Alguns regulamentos como a SOX (http://www.governancadeti.com/2010/08/governanca-de-ti-lei-sarbanes-oxley-e-a-ti/) aumentam ainda mais esta necessidade de transparência, pois os gestores do negócio são responsabilizados em causa de fraudes e/ou por desobediência a estas leis. Neste contexto, ao contrário do cenário que abordamos no início do post, a auditoria de TI precisa ser encarada como algo que agrega maior valor a TI, e não como algo que serve para revelar as falhas das pessoas e puni-las. Um relato interessante sobre os benefícios de auditorias externas pode ser encontrado no site tiespecialistas (http://www.tiespecialistas.com.br/2011/02/a-importancia-de-uma-auditoria-de-sistemas-independente/).
Nós profissionais de TI precisamos nos colocar no lugar de quem está à frente do negócio. Por melhor que seja a equipe de TI, como ter certeza que de fato que a TI está alinhada com a empresa e mitigando os riscos? Nós profissionais de TI sabemos na prática aos riscos que estamos sujeitos e o impacto que isto pode causar para o negócio, tanto em imagem quanto financeiro. Alguns exemplos de itens simples que geram grande impacto para o negócio se não forem bem gerenciados: backup, processos de gestão de serviços, segurança da informação, sistemas e etc. Isto para não entrar no mérito das empresas que necessitam de auditoria externa por obrigações legais. Acredito que este exame de conformidade que a auditoria traz, comprova que a TI está no caminho certo, ou então aponta o que está errado e precisa ser corrigido. Vejo que é uma forma do negócio compartilhar de fato as responsabilidades da TI e seus riscos.
O COBIT é uma ferramenta muito utilizada em auditorias de TI. Ele permite uma avaliação padronizada para fundamentar a opinião do auditor sobre a TI da organização e permite apresentar recomendações à administração sobre melhoria dos controles internos.
A conclusão que chegamos com esta reflexão é que diferente do título do post, a auditoria de TI é um “bem necessário”, que traz benefícios para todos os stakeholders de TI, desde clientes, passando pela alta administração e principalmente para a própria TI.
Fonte: site: www.governancadeti.com

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Alinhamento entre TI e negócios é “desastroso”, diz escritor (segunda publicação a pedido)


Peter Hinssen, autor do livro “The New Normal”, considera a prática de gestão “a maior fraude da indústria".
Com avaliação diferente da maioria dos analistas e empresas de pesquisa do mercado, Peter Hinssen, empresário e autor do livro “The New Normal”, constata que o alinhamento entre TI e negócios tem sido um desastre para os departamentos de tecnologia da informação. Baseado nas práticas de gestão na última década, ele considera esse discurso "a maior fraude da indústria"

Durante o Forrester IT Fórum, realizado na semana passada em Paris, o empresário disse: "Os departamentos de TI que tentaram se alinhar com os negócios tornaram-se mordomos dos pares de outras áreas”. A sobrevivência em um mundo de rápida mudança não vem de alinhamento, mas da fusão entre negócios e TI, insistiu.

Hinssen citou o editor da revista Wired, Chris Anderson, que afirmou em 2007 que os chief information officers (CIOs) não tinham mais veia inovadora no negócio e se tornaram "pesos mortos". Segundo o consultor, eles estão “impedindo os inovadores tecnológicos reais – funcionários que querem usar as ferramentas cada vez mais disponíveis na web para realizar melhor o trabalho – de liderarem os processos”.

O escritor apontou ainda que a "relevância do departamento de TI está sendo questionada todos os dias", mas ele sugere que os CIOs estabeleçam uma luta de volta. Segundo ele, o renascimento é possível "mas exige uma reformulação do departamento de TI".

Hinssen disse aos presentes no evento que eles aceitassem o "novo normal", uma combinação de volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. “TI tem de ser vista como inovadora se quiser sobreviver”, afirmou.

“A TI terá de seduzir os negócios com soluções que façam sentido para o 'novo normal'. Ao mesmo tempo, os CIOS terão de ser duros para fazer as mudanças que as organizações precisam para garantir o uso adequado da tecnologia de forma mais ampla”, assinalou.

Ele aconselhou que as equipes de TI se "moldem para a mudança" e criem sistemas e arquiteturas diferenciadas se quiserem sobreviver.
Fonte: ComputerWorld


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

7 erros fatais que um profissional não pode cometer no LinkedIn

A rede social é a mais usada por profissionais, tanto para procurar emprego como para achar profissionais. Mas você sabe usar
Hoje, o LinkedIn é a rede social mais usada por profissionais. Cada vez mais, pessoas se cadastram no site em busca de novas oportunidades de carreira, otimizar o seu networking ou para achar perfis compatíveis com novas vagas.
Mas, para a especialista em social media, Alexandra Gibson, a maioria dos usuários comete erros frequentes na rede, e muitas vezes, não sabe ao certo utilizar a ferramenta da melhor forma.
Para acabar com esses os deslizes ou se previnir deles, Gibson levantou os sete erros principais para o site Inc. Confira:
1. Só usar quando precisa: muitos profissionais só usam o LinkedIn quando estão procurando um emprego ou estágio e isso é um grande erro. A verdade é que só irão aparecer boas oportunidades se manter o perfil e as conexões atualizadas, pois o seu networking estará mais fortalecido.
2. Perfil incompleto: um perfil desatualizado ou sem informações importantes podem deixar sua página sem os atrativos necessários para chamar a atenção de uma empresa ou de um “olheiro”. Adicione todas as empresas importantes em que já trabalhou e uma descrição detalhada de suas funções e resultados. Não esqueça de otimizar seu perfil para a pesquisa, como a criação de uma palavra-chave, que irá ajudar as pessoas a te encontrarem na rede.
3. Não pertencer a nenhum grupo: pode ser qualquer grupo, como de ex-alunos de algum curso, de notícias, das empresas que já trabalhou e da atual, e até mesmo de emprego e oportunidades. Os grupos são ótimos para conhecer outros perfis e propagar informações.
4. Não compartilhar nada: estar no LinkedIn e não compartilhar seus feitos ou de outras pessoas ou empresas é um erro. Se tem um blog ou alguma realização pessoal, compartilhe. Muitos usuários verão esse conteúdo e isso ajudará a traçar seu perfil profissional, ultrapassando as informações básicas.
5. Não investir em suas conexões: mais uma vez: não espere sentir a necessidade de algo para recorrer ao seu networking. Profissionais precisam investir na sua rede de amigos e conhecidos para se um dia precisar deles, não aparecer oportunismo de sua parte.
6. Não utilizar respostas do LinkedIn: a seção Respostas é outro lugar importante para mostrar suas aptidões e valorizar seu perfil profissional. Se as pessoas fizerem perguntas e se você souber sobre o assunto, responda. Adicionar links para o conteúdo também faz um backup de sua resposta. Um aspecto positivo do LinkedIn Respostas é a permanência que sua resposta fica no ar, diferente de outras redes sociais.
7. Não ter conexões com sua equipe ou chefes: como a rede social é voltada para o profissional, tenha em suas conexões pessoas ligadas ao seu cotidiano profissional. Deve enfatizar também as conexões com pessoas da área em que atua ou com CEOs e empregados de empresas que, um dia, pretende trabalhar.
Se investir em um marketing pessoal, assim que surgir uma oportunidade na empresa (tanto de promoção da empresa atual quanto um emprego em outra empresa), eles certamente poderão recorrer ao seu perfil.
Fonte: Administradores.com.br

terça-feira, 31 de julho de 2012

Projetos de ERP ainda atrasam. Qual o motivo?

Pesquisa global com duas mil empresas revelou que 61% das implementações foram concluídas fora do prazo. A Oracle é a que mais a que mais ultrapassa os cronogramas.
Ainda é comum ver implementações de sistemas de gestão empresarial (ERP) tradicionais, envolvendo empresas como Oracle, SAP e Microsoft, levarem mais tempo do que o previsto pelos clientes. Mais da metade dos projetos atrasam, revela pesquisa divulgada esta semana pela consultoria norte-americana Panorama.

Especializada na implementação de ERP, a Panorama entrevistou duas mil empresas de portes variados em 61 países. Foram analisados projetos desenvolvidos de fevereiro de 2006 até maio deste ano.
Desse total, 40% são empresas dos Estados Unidos, informou o presidente da Panorama, Eric Kimberling, durante apresentação dos resultados do relatório ontem (12/07).

Entre as entrevistadas, 61% revelaram que seus projetos de ERP ultrapassaram os cronogramas iniciais. Apenas 28% disseram que as implementações foram realizadas dentro do prazo previsto e 11% afirmaram que concluíram o projeto antes da data prevista.

Motivo dos atrasos
As empresas disseram que a razão do atraso não tem a ver com a tecnologia em si dos ERPs escolhidos. Apenas 4% reportaram questões de funcionalidade dos produtos. Porém, 14% informaram que ultrapassaram os cronogramas por causa de dificuldades técnicas nas implementações.

A mudança de escopo do projeto inicial foi o principal motivo da lentidão abordada por 29% dos entrevistados. Problemas organizacionais vieram em segundo lugar, mencionados por 20% dos participantes do estudo.

A dificuldade para cadastramento de dados corporativos no ERP e limitação de recursos humanos aparecem em terceiro lugar entre as razões dos atrasos, apontada por 17% das empresas.

O grande apelo dos projetos de ERP é a promessa de retorno de investimento do software, que integra processos de negócios e melhora a gestão da companhia. Entretanto, a pesquisa constatou que um terço dos entrevistados ainda não atingiu esse patamar, enquanto que 30% disseram que levaram pelo menos três anos para começar a ver os ganhos com a tecnologia.

Duração das implementações
Pela pesquisa da Panorama, é o ERP Dynamics da Microsoft, que tem implementações mais rápidas no mercado mundial, levando em média 13 meses para conclusão dos projetos. Já o pacote da SAP gasta em média 17 meses para ser finalizado e da Oracle aproximadamente 18 meses.

Esses resultados devem ser avaliados com cautela. Kimberling observa que o Dynamics da Microsoft é mais usado em pequenas e médias companhias, que possuem ambientes menos complexos que as implementações SAP e Oracle.

Ao comparar os prazos de conclusão das implementações, o levantamento apurou que projetos do ERP SAP e Dynamics atrasaram cerca de dois meses, enquanto que os da Oracle foram entregues quatro meses depois da data prevista.

Benefícios da tecnologia
Questionados sobre os benefícios da tecnologia de ERP, 60% citaram a disponibilidade das informações como uma vantagem para a competição. Apesar de substituir processos manuais, apenas 7% disseram que reduziram custos com recursos humanos

Kimberling diz que chama a atenção o fato de os entrevistados não terem mencionado na pesquisa os benefícios apontados pela indústria na hora de vender a tecnologia de ERP. Segundo ele, as empresas não destacaram redução de custos nem melhoria do relacionamento com seus clientes após a adoção dos sistemas de gestão.
Fonte: CIO-Digital

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Cientista de dados: o que ele é capaz de fazer por sua empresa?

Mais do que conhecimento em estatística, matemática e TI, profissional reúne a habilidade de encontrar uma agulha no palheiro.
Uma adolescente vai ao supermercado e, ao passar no caixa, recebe um folheto informativo sobre gravidez. Ela ainda não sabe, mas, a partir da listagem de produtos comprados, foi identificada a probabilidade de gestação, confirmada semanas depois. Como chegaram ao resultado? Por meio do somatório de tecnologia, análise e, claro, o trabalho de um... cientista de dados.
Nos últimos meses, a carreira despontou como uma das mais promissoras em tecnologia da informação, especialmente com a explosão do Big Data, termo usado para descrever a grande quantidade de dados que precisa ser analisada para apoiar as tomadas de decisão. Já é considerada por analistas do mercado a profissão do futuro. A previsão de dobrar o volume de dados a cada dois anos e o salto de Hadoop [projetado para uso intensivo de dados] tem impulsionado a importância desse talento.
“Em meio a uma montanha de dados, o cientista de dados deve localizar padrões e identificar insights, fornecendo subsídios para que empresas identifiquem o melhor caminho para conduzir os negócios e conquistar diferencial competitivo”, explica Pedro Desouza, cientista de dados da EMC, que há 20 anos trabalha no segmento.
É como encontrar uma agulha no palheiro. “Cientista de dados é aquele que, normalmente, tem formação em Ciência da Computação, Matemática e Estatística com conhecimentos profundos nessas áreas. Mais do que isso, ele entende de negócios”, descreve Desouza. É ainda alguém curioso, que gosta de resolver problemas e não tem medo de errar e se comunicar.
Explicar a aplicação dos resultados matemáticos na linguagem dos negócios é vital nessa profissão. “Existem pessoas altamente técnicas que falham em não se preocupar com esse ponto. Aquele que adota essa postura, rapidamente, vai parar no terceiro subsolo do prédio”, brinca. Saber extrair informação de um banco de dados também faz parte da lista de um bom profissional da área [veja mais no quadro].
Cientista de dados é diferente de um estatístico. “Um estatístico não manipula dados. Ele os recebe em um arquivo e não participa do caminho anterior. O cientista tem conhecimento fim a fim, desde a fonte até o produto final”, esclarece.
De fato, prossegue o executivo, encontrar um profissional que reúna características tão particulares não é tarefa fácil. “Levando em conta que a demanda por cientistas de dados é latente e cresce, esse sujeito começa a ficar raro”, assinala. Não por acaso, seu salário gira em torno de seis dígitos nos Estados Unidos.
Esse quadro tem levado a uma inflação do mercado, observa. “A busca é tão alta que pessoas que trabalham em campos relacionados inserem em seus currículos palavras-chave como ‘Hadoop’, ‘Big Data’, para atrair a atenção das empresas, mesmo sem o conhecimento necessário”, explica.
Desouza enfrenta esse desafio na hora de contratar. “Para driblar, busco sólido embasamento estatístico e matemático, experiência em desenvolvimento Java, algoritmos estatísticos e PhDs.” Ele diz que uma das estratégias que tem adotado é localizar esses profissionais em conferências técnicas de alto nível. “Contratei dois dessa forma.”
Para companhias que querem fisgar esse especialista, ele recomenda a ajuda de uma consultoria. Isso porque, segundo ele, é preciso, em primeiro lugar, desenvolver uma cultura analítica. “Além disso, ainda há dúvidas sobre para quem o cientista de dados vai se reportar: para o CEO? Ele estará posicionado na estrutura de negócios ou TI?”, questiona.
Além da sala de aula
Desouza reuniu as competências necessárias ao longo do tempo por meio do acúmulo de experiência. “O volume de conhecimento é crítico e o grande desafio da profissão. Não se aprende com um único curso”, observa. O executivo, por exemplo, formou-se em 1985 no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e partiu para o mestrado em seguida, também no ITA, e doutorado na Carnegie Mellon University (CMU), em Pittsburgh, nos Estados Unidos, país que mora até hoje.
O tema de sua especialização foi o primeiro passo para que ingressasse na área. “Optei por abordar a otimização de problemas de grande porte. A complexidade me chamou a atenção”, diz. “Esse desafio passou a ter valor de negócios, abrindo oportunidades no mundo corporativo”, completa.
Atuou na IBM, BusinessObjects, Qualcomm e lidera, desde o início de 2011, na área de consultoria da EMC, uma equipe de 15 PhDs, que têm formação em matemática e estatística com conhecimento de indústrias. “Temos contratos com grandes clientes, especialmente em setores como varejo, finanças, companhias aéreas, internet e energia que querem tirar conhecimento de ‘caixas’ para reduzir custos e serem mais efetivos em suas estratégias”, aponta.
Estar em linha com o que há de novo na literatura fez a diferença em sua trajetória. “Muitos departamentos de pesquisa realizam estudos na área. É preciso ver o que é publicado nos jornais científicos, misturar com os requerimentos do cliente e adaptar os algoritmos para atender às necessidades”, afirma.
E como funciona o dia a dia do cientista de dados? Na área de consultoria, diz, tudo começa com um bate-papo com o cliente para entendimento dos processos. “Depois, pedimos acesso ao banco de dados. Não queremos que eles nos forneçam os dados, porque pode haver uma filtragem e eliminação de informações que podem ser importantes”, explica.
Diante de terrabytes de dados, o profissional deve aplicar algoritmos, analisar e fazer descobertas. “A busca começa no escuro, já que o universo é baseado em algoritmos probabilísticos, então, não tem uma resposta correta para o problema”, observa.
Mas a natureza do Big Data ajuda a ser mais assertivo. “É diferente da estatística pura e por isso não generaliza. É possível entender o padrão de consumo de um usuário e não mais de um grupo”, explica. Ele aponta que a tecnologia é fundamental nesse processo, porque análise e modelo estatístico são somente a ponta do iceberg.
Ele cita a aplicação do conceito na área de saúde. Por exemplo, um médico recomenda uma cirurgia para um paciente em determinadas condições e ele pede autorização para o plano, a combinação tecnologia + análise + atuação do cientista de dados em tempo real pode alertar o médico se ele realmente quer partir para o procedimento, levando em conta que naquelas condições, 70% de seus colegas sugerem outros exames. “A TI tem enorme potencial do ponto de vista humano”, conclui.