QUAL O VALOR DA CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL..??

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CERTIFICADO ISO 27002 - SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO - EXIN - 2013 - CERTIFICADO ITIL 2011 FOUNDATION

CERTIFICADO ISO 27002 - SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO - EXIN - 2013 - CERTIFICADO ITIL 2011 FOUNDATION

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CONTATOS REFERENTES A TRABALHOS DE AUDITORIA E CONSULTORIA

CERTIFICAÇÕES PROFISSIONAIS:
ISO 27002 - Segurança da Informação - 2013;
ITIL 2011 Foundation - 2014;
Formação COBIT4.1 - Redes Sociais -

Serviços Prestados:
Auditoria na Área de Informática - Auditoria do ambiente de tecnologia da informação

Consultorias de Apoio a Criação de Políticas e Procedimentos Referentes ao Uso das Redes Sociais ;

Consultoria em Gestão de Relacionamentos para TI ;

Consultoria de Apoio a Formação de Comitês de Gestão da TI;

Alinhamento estratégico TI x Rumos do Negócio ;

Contatos:
51- 92022717
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

AUDITORIA EM INFORMÁTICA

Introdução

Observamos ao longo dos anos, um amplo crescimento das bases de TI devido a sua importância estratégica, fato propulsor de maiores investimentos em relação ao aumento dos controles sobre os departamentos de processamento de dados, já que estes controlam informações vitais à empresa.

Este controle é feito através de um processo de Auditoria, que visa mitigar os riscos e descobrir possíveis irregularidades. A Auditoria de TI também identifica se a TI está alinhada ao rumo dos negócios, ponto considerado como fundamental para o sucesso de qualquer projeto de TI dentro de uma determinada organização, seja ela pública ou privada.

Como no passado, a base da investigação era restrita ao setor de finanças, as empresas não viam o porquê de manter um departamento somente de auditores, preferindo contratar empresas prestadoras deste serviço.

A prática deste tipo de auditoria iniciou-se nos Estados Unidos e na Europa na década de 80. Como as técnicas de processamentos e as maneiras de burlar os controles veem evoluindo de maneira rápida, os auditores devem estar sempre atentos a tais mudanças.
A Auditoria do Ambiente de TI “atualmente” deve abranger:

. Coordenação de Problemas;
. Coordenação de Mudanças;
. Gestão da TI;
. Recuperação de desastre;
. Capacidade dos Sistemas;
. Desempenho dos Sistemas;
. Desenvolvimento de Sistemas;
. Sistemas terceirizados;
. Integração dos sistemas (ERP, sistemas legados, sistemas específicos);
. Análise dos sistemas, infraestrutura e recursos de TI em Nuvem;
. Políticas de Segurança da informação;
. Análise do datacenter (local, segurança e acessos);
. Análise de contratos junto aos fornecedores da TI;
. Distribuição dos Custos;
. Políticas sobre o uso das redes sociais;
. Políticas sobre o uso dos recursos de TI;
. Políticas sobre o uso da rede lógica;
. Alinhamento TI x Negócio;
. Comitê de gestão da tecnologia da informação – TI;

Perfil do Profissional Auditor em Informática

O auditor de informática é aquele profissional ou empresa, que foi designado pela alta administração da empresa para avaliar, examinar e descobrir os pontos falhos e a devida eficácia dos departamentos por ela vistoriados.
O auditor deve ser um profissional de grande conhecimento da área de processamento de dados e todas as suas especificidades. Deve ter objetividade, discrição, raciocínio lógico e principalmente um sentimento real de independência, ou seja, os seus pareceres intermediários ou finais, devem “possuir uma personalidade própria”.

Posicionamento da Auditoria dentro da organização

Este setor deve ser totalmente independente dos outros setores a fim de que não tenha influências no seu desempenho. Deve estar ligado diretamente à alta administração da empresa. Outro ponto importante é a existência de um planejamento prévio, em nível de datas, de quando e como irão ocorrer as auditorias. O sigilo deste planejamento é importante para que não haja acertos de última hora que irão resultar em relatórios não condizentes com a realidade, prejudicando o desempenho da organização.

Importância da Auditoria e suas fases

Como já foi dito, a auditoria dentro de um departamento, principalmente na área de processamento de dados, é de vital importância para empresa, já que através desta a alta administração deverá ditar os rumos da empresa, além de evitar fraudes e garantir o bom desempenho dos setores aditados.
Este processo é composto de: Pré-Auditoria, Auditoria e Pós-Auditoria.

. Pré-Auditoria:
Nesta fase é enviado ao departamento a ser auditado um anúncio, através de uma notificação formal do setor de auditoria ou pelo setor de Controle Interno da empresa.
Este anúncio deve ser feito com até duas semanas de antecedência e deverá
especificar quais serão as áreas a ser auditadas, com seus respectivos planos de trabalho. Ainda dentro desta fase, serão feitas as primeiras reuniões da alta administração com os auditores visando esclarecer os pontos e planos de trabalho.
Nesta fase o grupo Auditor deve preparar as atividades administrativas necessárias para a realização da auditoria, definir as áreas a auditar, orientar o grupo de auditores quanto a estratégia a ser adotada, preparar o documento de anúncio e anunciar o setor da Auditoria.
O setor a ser auditado deve preparar as atividades administrativas de apoio ao Grupo Auditor, educar o pessoal do setor quanto ao processo que será utilizado, deliberar (resolver após a exanimação) quais informações são necessárias ao processo e fazer uma revisão final no setor.

. Auditoria:
Terminadas as reuniões iniciais e após definir as ações que serão tomadas, inicia-se a auditoria. O Auditor-chefe fará as solicitações por escrito e com data de retorno do representante do setor auditado.
De acordo com as datas preestabelecidas (na pré-auditoria) serão feitas reuniões
onde os fatos identificados serão expostos e é entregue um relatório destes fatos ao representante do setor auditado para que este emita, por meio de outro relatório as razões de estar em desacordo.
Se tais razões não forem aceitas pelo grupo Auditor, elas farão parte do relatório denominado Sumário Executivo, que é apresentado à alta diretoria da empresa. Dentro deste mesmo relatório constará uma Avaliação Global da situação da área de informática que está sendo auditada.
Geralmente a auditoria dura cerca de seis semanas.
Nesta fase, o Grupo Auditor deve avaliar os Controles(ou seja, como a área auditada funciona); documentar os desvios encontrados (falhas); validar as soluções, preparar o relatório final e apresentá-lo para a Presidência.
O Setor Auditado deve prover as informações necessárias ao trabalho da auditoria, analisar a exposição dos desvios encontrados, entender os desvios encontrados, desenvolver planos de ação que solucionarão os desvios encontrados, corrigir as exposições e revisar o Sumário Executivo.

. Pós-Auditoria:
Terminada a auditoria, o grupo auditor emite um relatório final detalhando as suas atividades. Este relatório conterá o objetivo da Auditoria, as áreas cobertas por ela, os fatos identificados, as ações corretivas recomendadas e a avaliação global do ambiente auditado. Este relatório é enviado a todas as linhas administrativas, começando pela presidência e terminando no representante do setor auditado. Nesta fase, o Setor Auditado deve solucionar os desvios encontrados pela auditoria, preparar resposta ao Relatório Final e apresentar para a Presidência, administrar conclusão dos desvios e manter o controle para que os erros não se repitam e a eficácia seja mantida. O Grupo Auditor deve distribuir o Relatório Final, revisar resposta recebida (soluções e justificativas apresentadas), assegurar o cumprimento do compromissado e analisar a tendência de correção.

Inter-Relação entre auditoria e segurança em informática

Resumindo, podemos dizer que a segurança e a auditoria são interdependentes, ou seja, uma depende da outra para produzirem os efeitos desejáveis à alta administração. Enquanto a segurança tem a função de garantir a integridade dos dados, a auditoria vem garantir que estes dados estejam realmente íntegros propiciando um perfeito processamento, obtendo os resultados esperados.
Com isso, concluímos que para que uma empresa continue competitiva no mercado, ela deve manter um controle efetivo sobre as suas áreas e isso é feito através do processo de auditoria.

Introdução

Segurança da informação é o processo responsável pela proteção dos bens da informação (dados, imagem, texto e voz no computador), e contra uso indevidos e perdas de bens de informação. Hoje em dia, a segurança de informação é o tópico mais importante em uma empresa, pois dá garantia ao que chamamos de proteção das informações da empresa em todos os aspectos.
Para se ter um ótimo controle de acesso as informações em uma grande empresa é indispensável o uso das melhores práticas em se tratando de Segurança da Informação como exemplo a aplicação da norma da ISO 27002.

É necessário que a organização siga as recomendações visando mitigar os riscos inerentes a qualquer ambiente que utilize qualquer tipo de processamento de dados.

A atividade de auditoria em segurança de informação

A auditoria tem como verificar se os requisitos para segurança da informação estão implementados satisfatoriamente, mantendo a segurança nos dados da empresa e verificando se os seus bens estão sendo protegidos adequadamente.
Inicialmente o auditor deve revisar o plano aprovado, ou seja, verificar se o método utilizado para proteção de informações é o melhor ou se precisa sofrer alguma atualização, sempre relacionado com o esquema de trabalho a seguir dentro da área que está sendo auditada.
Depois de terminado o estudo do plano, o auditor solicita os procedimentos necessários para descrever as diversas atividades que exige uma Segurança em Informática. Esses procedimentos serão confrontados com a realidade do dia-a-dia dentro do departamento, ou seja, verificando se todos os procedimentos necessários à Segurança em Informática são corretamente utilizados no departamento que está sendo auditado.

Na investigação o Auditor deverá revisar os seguintes itens, verificando se:

. O proprietário (aquele que tem permissão para acessar certo conjunto de informações), periodicamente faz uma revisão em todos os dados que ele possui acesso para verificar se houver perdas, alterações, ou outros problemas de qualquer natureza. A Gestão deve ser avisada sobre os resultados obtidos através da revisão tanto quando eles forem favoráveis (os dados estão corretos) ou quando for encontrada alguma irregularidade.

. Todos os proprietários estão identificados, ou seja, os que possuem acesso a um conjunto de informações específicas;
. Os inventários são realizados conforme requerido, padronizados e periodicamente;
. Os dados possuem a proteção necessária para garantir sua integridade, protegendo-os contra acessos e alterações indevidas;
. As documentações necessárias devem ser avaliadas pelas áreas competentes, garantindo que estas demonstrem o que realmente ocorre dentro da área a que se está referindo as documentações;
. Quando ocorrem desastres desde um erro de digitação até a perda total dos dados de um banco de dados, existe um plano de recuperação em caso de desastre que são testados conforme requerido. Por exemplo, existem os sistemas de backup e recovery,
isto é, os dados mais importantes devem possuir cópias evitando transtorno em caso de acontecimentos inesperados, verificando sempre se essas cópias estão seguras evitando problemas;
. Os programas críticos, ou seja, os programas de sobrevivência da empresa mais importantes são seguros o suficiente que qualquer tentativa de fraude não consiga alterar o sistema;
. Um terminal tem acesso somente as informações inerente àqueles que irão manipulá-lo, ou seja, um terminal no setor de Finanças só proverá informações ligadas a este setor e seus processos, não terá acesso às informações relacionadas ao setor de Recurso Humanos. Por sua vez, estes terminais podem possuir senhas próprias, podendo ser acessado somente pelos envolvidos a este setor que estejam autorizados a possuírem tais informações, estando protegido assim, contra acessos não autorizados, ou utilizado outros métodos, pois depende de que área encara como segurança da informação;
. As senhas devem possuir suas trocas automáticas garantidas, pois é muito arriscado para uma empresa, principalmente empresas de grande porte, manter uma mesma senha por um grande período;
. O processo de auto-avaliação desta área foi feito e concluído com sucesso;
. Todos os usuários estão autorizados para o uso do computador, isto é, qualquer pessoa não autorizada a manipular dados dentro do sistema possa obter informações sem influenciar o sistema. Ex.: alterações.
. Verificação do acesso físico ao ambiente de TI;
. Verificação do acesso físico ao Datacenter;
. Verificação da política de contratação de serviços na Nuvem; (aspecto físico, contrato);
. Verificação dos extintores de incêndio presentes no Datacenter (prazo de validade, extintores adequados ao ambiente);

Governança de TI

O auditor de TI deve avaliar os níveis de governança de TI aplicado na empresa, verificar se existem investimentos aplicados quanto à formação e certificação dos colaboradores da área de TI, em ferramentas como: ITIL, COBIT, ISO27002, BSC.

Comitês de Gestão da TI

O auditor deve revisar se a estrutura atual do comitê de gestão da TI está devidamente alinhada ao rumo dos negócios da empresa.
É necessário dar apoio ao comitê de gestão de TI no sentido de que o mesmo obtenha êxitos nos seus propósitos, visto que, observamos atualmente um grande desalinhamento entre tais comitês e os rumos dos negócios de acordo com a alta-administração, o que determina muitas vezes no atraso de projetos e até mesmo no fraco desempenho da empresa perante o mercado.

Artigo Autoria: Professor Pedro Carvalho – Analista de Sistemas, SP
Revisão e atualização de textos Carlos Renato Maia – Gerente de Auditoria Externa da Nardon Nasi Auditores Independentes - RS.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Profissional de TI não vale? Refaça as suas contas

As pequenas empresas perdem US$ 24 bilhões ao ano em produtividade ao atribuir a funcionários não especializados em TI, os chamados “gerentes involuntários”, as tarefas de gestão de ambiente interno de tecnologia. A cifra contrasta com os US$ 83 bilhões investidos por elas em tecnologia e comunicações.

Os dados são de um estudo com pequenas e médias empresas (PMEs) realizado pela AMI-Partners a pedido da Microsoft. Ainda de acordo com o material, no Brasil, as companhias dessa categoria gastam anualmente US$ 10,9 bilhões com TI. Das 4,6 milhões de PMEs, 35% possuem gerentes involuntários e a perda de produtividade é calculada em 286 horas. Esta perda resulta diretamente do fato de esses profissionais deixarem de trabalhar em suas atividades principais e, muitas vezes, acumularem funções diversas, tais como operações, recursos humanos, e a área financeira.

Os gerentes involuntários de todo o mundo perdem, em média, seis horas por semana (aproximadamente de 300 horas por ano) de produtividade de negócios ao gerenciarem o ambiente de TI interno. No Brasil, especificamente, 28% das empresas gastam entre seis e dez horas semanais e 10% mais de dez horas a cada semana com a gestão interna da infraestrutura tecnológica.

Dos profissionais nessa situação, 39% sentem que a gestão de TI é um incômodo, 26% indicam não se sentir qualificados para este gerenciamento. Ademais, seis em cada dez desejam simplificar as soluções de tecnologia de sua empresa para reduzir a dificuldade de gestão diária do ambiente de TI. O estudo ouviu 538 gerentes de TI involuntários na Austrália, Brasil, Chile, Índia e Estados Unidos.

Fonte: Convergência Digital


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

TI administrada por outras áreas desperdiça US$ 24 bilhões ao ano

As pequenas empresas perdem US$ 24 bilhões ao ano em produtividade ao atribuir a funcionários não especializados em TI, os chamados “gerentes involuntários”, as tarefas de gestão de ambiente interno de tecnologia. A cifra contrasta com os US$ 83 bilhões investidos por elas em tecnologia e comunicações.

Os dados são de um estudo com pequenas e médias empresas (PMEs) realizado pela AMI-Partners a pedido da Microsoft. Ainda de acordo com o material, no Brasil, as companhias dessa categoria gastam anualmente US$ 10,9 bilhões com TI. Das 4,6 milhões de PMEs, 35% possuem gerentes involuntários e a perda de produtividade é calculada em 286 horas. Esta perda resulta diretamente do fato de esses profissionais deixarem de trabalhar em suas atividades principais e, muitas vezes, acumularem funções diversas, tais como operações, recursos humanos, e a área financeira.

Os gerentes involuntários de todo o mundo perdem, em média, seis horas por semana (aproximadamente de 300 horas por ano) de produtividade de negócios ao gerenciarem o ambiente de TI interno. No Brasil, especificamente, 28% das empresas gastam entre seis e dez horas semanais e 10% mais de dez horas a cada semana com a gestão interna da infraestrutura tecnológica.

Dos profissionais nessa situação, 39% sentem que a gestão de TI é um incômodo, 26% indicam não se sentir qualificados para este gerenciamento. Ademais, seis em cada dez desejam simplificar as soluções de tecnologia de sua empresa para reduzir a dificuldade de gestão diária do ambiente de TI.

O estudo ouviu 538 gerentes de TI involuntários na Austrália, Brasil, Chile, Índia e Estados Unidos.

Fonte: Information Week

Oito profissionais em alta na área de TI em 2014

Quando se trata de perspectivas globais de emprego para profissionais de TI, o ano de 2014 será muito parecido com 2013, com 32% das empresas esperando aumentar o efetivo de TI. Eram 33% em 2013
Quando se trata de perspectivas globais de emprego para profissionais de TI, 2014 será muito parecido com 2013, com 32% das empresas esperando aumentar a quantidade de empregados em seus departamentos de TI, em comparação a 33% em 2013, segundo a pesquisa anual Computerworld 2014 Forecast. Este é o quinto ano consecutivo em que a percentagem de respondentes com planos de contratação aumentou: em 201 foram 29%, em 2011, 23% e em 2009, 20%.
Mas embora a demanda permaneça estável, no geral, haverá algumas mudanças no conjunto de habilidades mais desejadas pelos gerentes. É claro que os líderes não estão contratando tecnólogos indiscriminadamente. Eles buscam habilidades específicas para oferecer o que a empresa precisa para competir hoje. O desemprego "será provavelmente próximo a zero para pessoas com habilidades em alta demanda", diz Michael Kirven, fundador e CEO da Mondo, provedora de recursos de tecnologia.

A seguir, as 8 habilidades mais desejadas em 2014:

1. Programação/Desenvolvimento de Aplicações - 49% dos entrevistados disseram que planejam contratar para essas habilidades nos próximos 12 meses.

Assim como em 2013, a contratação de programadores e desenvolvedores de aplicações estará no topo da lista de habilidades mais desejadas para 2014, embora um pouco menos de metade dos 221 entrevistados tenham dito que contratarão nessa área, em comparação com 60% no ano passado. Scot Melland, CEO da Dice Holdings, controladora da Dice.com, concorda que os desenvolvedores de software estão entre os trabalhadores de TI mais procurados, com uma das mais baixas taxas de desemprego - apenas 1,8%, de acordo com o EUA Bureau of Labor Statistics.
Não é de admirar, então, que os CIOs e líderes de TI que responderam à pesquisa Computerworld 2014 Forecast considerem as vagas de emprego de desenvolvedores e programadores como as mais difíceis de preencher (confira o quadro geral no fim deste texto).
As especialidades mais quentes dentro dessa categoria, segundo Melland, são o desenvolvimento mobile e a construção de aplicações seguras. A demanda será alta também por desenvolvedores qualificados, com experiência de três a cinco anos e uma orientação para a prestação de serviços.

2. Help desk/suporte técnico - 37% dos entrevistados disseram que planejam contratar para essa habilidade nos próximos 12 meses.

Help desk e suporte técnico permaneceram perto do topo da lista, tendo subido uma posição em relação ao ano de 2013. Melland diz que isso é um sinal encorajador para a economia e as perspectivas gerais de contratação. "Organizações adicionam help desk e suporte técnico quando estão ampliando sua infraestrutura de tecnologia", diz ele.
Contribui para a demanda por técnicos de suporte o fato de muitas empresas estaram internalizando o help desk, após anos de terceirização dessa função, que é, em parte, uma resposta à proliferação de dispositivos móveis. Devido à complexidade da adoção de programas de BYOD, "é importante para a equipe de suporte compreender o que realmente a empresa está fazendo", diz Melland.

3. Networking - 31% dos entrevistados disseram que planejam contratar para essa habilidade nos próximos 12 meses.
A demanda por habilidades de rede saltou do oitavo para o terceiro lugar. Resultado semelhante ao de uma pesquisa recente realizada pela Robert Half, na qual 55% dos entrevistados apontou a administração de rede como a habilidade mais desejada.

A necessidade de conectividade sem fio é, provavelmente, o grande motivo por trás do aumento no interesse por profissionais de rede, Melland diz. "A demanda por pessoas com experiência de rede sem fio cresce 9% ano a ano", diz ele, e a taxa de desemprego entre administradores de rede e sistemas é de 1,1%.
Muitos líderes de TI dizem que ainda precisam de profissionais de rede com experiência sólida.

4. Gerenciamento de dispositivos e aplicações móveis - 27% dos entrevistados disseram que planejam contratar para essa habilidade nos próximos 12 meses.

Com a proliferação de dispositivos móveis nos mundos empresarial e de consumo, não é de admirar que as habilidades de gerenciamento de dispositivos e aplicações móveis tenha pulado de nono para o quarto lugar no ranking de prioridades para 2014.

5. Gerenciamento de Projetos - 25% dos entrevistados disseram que planejam contratar para essa habilidade nos próximos 12 meses.

Embora a gestão do projeto ternha caído da segunda posição no ano passado para a quinta este ano, continua sendo considerada uma habilidade altamente procurada.
Kirven, da Mondo, atribui a demanda por gerentes de projeto a um renovado interesse em complexas iniciativas estratégicas para os negócios. "A TI tem sido historicamente avaliada com base no sucesso ou fracasso de projetos, de modo que [as empresas estão] fazendo investimentos pesados em analistas e gerentes de projetos estratégicos para os negócios", diz ele. "Essas pessoas precisam ser capazes de falar com os desenvolvedores sobre a tecnologia e a solução certa, mas também precisam colocar seu chapéu de negócios para reunir os requisitos e priorizar as necessidades e traduzir isso em um esforço programável."

6. Administração de Banco de Dados - 24% dos entrevistados disseram que planejam contratar para essa habilidade nos próximos 12 meses.

Administração de banco de dados continuará quente em 2014, provavelmente por causa do grande interesse em Big Data. Kirven admite que as empresas querem trabalhar cada vez mais os estoques crescentes de informação que armazenam em sistemas internos, combinados com dados recolhidos a partir de fontes como sites de mídia social, a Web e terceiros. Grande parte do interesse em Big Data tem origem no Marketing, que quer aprender tanto quanto possível sobre os clientes.
"As pessoas estão procurando por aquela pessoa que possa construir um mapa de seus sistemas e dados relevantes, e fazer a agregação lógica de dados para que possam analisar e extrair valiosas informações a partir deles", diz Kirven.
DBAs com experiência na migração de peças da infraestrutura de TI para a nuvem também serão muito procurados, diz Melland.

7. Segurança, Compliance e Governança - 21% dos entrevistados disseram que planejam contratar para essas habilidades nos próximos 12 meses.

Experiência em segurança aparece em todas as listas de competências quentes para 2014 e Melland diz que o interesse em cibersegurança vai impulsionar ainda mais o aumento da demanda. "É uma daquelas habilidades em que cabem variados tipos de trabalho, como engenharia de rede, desenvolvimento de software e arquitetura de banco de dados", diz ele.
Com o aumento no malware e ataques cibernéticos, a segurança tornou-se uma prioridade n º 1 para a PrimeLending, que dobrou sua equipe de segurança este ano, de quatro a oito pessoas, diz Elkins.

8. Business Intelligence e Analytics - 18% dos entrevistados disseram que planejam contratar para essa habilidade nos próximos 12 meses.

Com o volume de dados globais previstos para chegar a 35,2 zettabytes, de acordo com a IDC, as empresas estão ansiosas para ganhar uma vantagem competitiva através do desenvolvimento de capacidades analíticas sofisticadas. Apesar de BI e Analytics ainda serem consideradas especialidades e, portanto, terem menos oferta que outras categorias de trabalho na Dice.com, Melland diz que é a terceira habilidade de crescimento mais rápido no site.
Os melhores candidatos têm conhecimento técnico e do negócio e em estatística e matemática - uma mistura incomum de habilidades. De fato, algumas empresas estão contratando estatísticos e ensinando a eles sobre tecnologia e negócios.
Previsão 2014
Habilidades tecnológicas não são o único fator a considerar na avaliação de candidatos para empregos de TI. Os empregadores devem também considerar as habilidades interpessoais dos candidatos para garantir que as novas contratações sejam eficazes. As duas características mais importantes, de acordo com o levantamento da Computerworld, é a capacidade de colaborar (citado por 66% dos entrevistados) e a capacidade de se comunicar com os usuários de negócios (62%).
James Bland, gerente de rede de Wolverine, diz que essas são as habilidades que vai procurar em novas contratações. "Quero dar autonomia aos usuários para saber como a TI pode ajudá-los a serem mais eficientes", diz ele. "Você pode implementar os melhores sistemas do mundo, mas se as pessoas não entenderem o que podem fazer com eles, serão inúteis", diz Bland.
Na opinião de Lucille Mayer, CIO da BNY Mellon, a mentalidade de serviço ao cliente é uma obrigação. "Nosso departamento de TI é chamado de Soluções de Tecnologia, e cada um de nós tem um cliente do cliente, seja ele interno ou externo", diz ela. "A orientação para o funcionário da área de TI é ser focado no cliente, ser colaborativo e ser um grande comunicador."
Uma habilidade de comunicação importante é falar a língua de vários domínios de negócios, como marketing, vendas e finanças, diz Melland.
Na verdade, de acordo com Michael Kirven, da Modis, os empregadores estão buscando cada vez mais pessoas com conhecimentos de disciplinas de negócios, além de habilidades de tecnologia, quer se trate de um desenvolvedor HTML5 que compreenda a cadeia de suprimentos no varejo ou um desenvolvedor Java com experiência em sistemas de negociação de derivativos financeiros. "A especialização pode realmente impulsionar a inovação", diz ele.
Fonte CIO DIGITAL - Mary Brandel, CIO/EUA

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Nem tudo são trevas: o lado bom da Deep Web

A infame versão underground da internet tem mais a oferecer do que uma janela para os demônios da Humanidade. Saiba como ela protagonizou os mais recentes (e positivos) acontecimentos históricos do século XXI
Anonimato para os indivíduos, transparência para os poderosos: Assange e a Deep Web dividem o mesmo lema //Crédito: Wikipedia
Há quem diga que o Google só consegue rastrear 1% do que existe online. Os outros 99% estariam na chamada Deep Web. Você já deve ter ouvido falar dela – e, se ouviu, provavelmente ficou em choque. Canibalismo e necrofilia são duas palavras comumente associadas à essa espécie de internet paralela, e servem como base para se ter uma noção do tipo de perversidade que se passa por lá.

Mas será que a internet paralela não é essa que a gente usa e a internet real é a própria Deep Web? Essa hipótese parece imunda se você pensar nas coisas macabras que existem por lá, mas talvez seja preciso ir além e ver que tem muita coisa boa sendo feita ali embaixo. Você vai esbarrar em um tráfico de drogas aqui, um assassinato ali, a conexão é bem mais lenta, mas sabendo navegar (ou seja: sabendo onde não clicar) a experiência pode ser muito mais enriquecedora do que estamos acostumados.

Há sempre um lado que pesa e outro lado que flutua

Na Deep Web tudo funciona na base de fóruns, exatamente pra dificultar o rastreamento por parte das autoridades. Você não vai encontrar sites bonitinhos. Você não vai encontrar muita coisa bonitinha (fotos de gatinhos trapalhões ficam restritas à web nossa de cada dia) tanto na estética como no conteúdo: apenas listas com um layout de internet do século XX, remetendo a tópicos desconcertantes, assombrosos ou repreensíveis – pegue o adjetivo mais sombrio que lhe ocorrer, coloque-o em cima do ombro e se prepare pra ser apresentado: “Oi, eu sou a Humanidade e quando não tem ninguém olhando é isso que eu faço”.

Claro que a parte bizarra da Deep Web é alimentada e consumida por gente de alma depravada e de vontades condenáveis em quase todas as religiões e épocas. Mas será, será mesmo, que é só isso?
Na internet normal você tem segurança, mas não tem anonimato. Na Deep Web você não tem segurança, mas tem anonimato. E esse exagero de privacidade da Deep Web pode ser usado para fins bem menos espúrios do que pedofilia, estupro e encomenda de assassinatos. Quer dizer, se a sociedade não está pronta para ver criancinhas mortas (é bom que não esteja), talvez ela também não esteja preparada para coisas como nível zero de censura ou documentos governamentais abertos ao público (ia ser bom se ela estivesse).

Muitos correspondentes internacionais se comunicam com suas respectivas redações por meio da Deep Web. Países como Irã, Coreia do Norte e China costumam controlar a internet convencional, sobretudo se quem estiver navegando nela for um jornalista estrangeiro. Nesse caso, usar a Deep Web é um jeito de burlar a censura. Especialistas acreditam que a própria Primavera Árabe não teria existido sem a Deep Web.

O Wikileaks e o Anonymous dificilmente teriam incomodado tanta gente poderosa se não fosse pela versão underground da internet. É lá que as quebras de sigilo começam – e foi graças a esse espaço que os próprios Anonymous divulgaram a identidade de quase 200 pedófilos no final de 2011.

Existem até agências que se dedicam exclusivamente a monitorar a Deep Web. Assim como assessorias de imprensa têm que rastrear a internet em busca de menções online de seus clientes, a Bright Planet vasculha a DW para encontrar virtualmente qualquer coisa. Em seu site, eles dividem suas ações em três: Governo (“ajudamos o Serviço de Inteligência dos EUA na Guerra Contra o Terror), Negócios (“seu negócio depende de inteligência em tempo real sobre coisas como propriedade intelectual”) e Usuários Únicos (“indivíduos encontram dificuldade em usar os mecanismos de busca convencionais”). A Bright Planet não divulga sua cartela de clientes em seu site.

A disseminação de conhecimento e bens culturais na parte de baixo da web também é mais radical do que estamos acostumados. Fóruns de programação bem mais cabeçudos que os da internet superficial, livros até então perdidos, músicas que são como achados em um sítio arqueológico em Roraima, artigos científicos – pagos na web normal, gratuitos na Deep – Tudo que existe na web, existe de maneira muito mais agressiva na DW. Tanto pro bem quanto pro mau.
3 coisas que você precisa saber sobre a Deep Web:

- Para navegar na Deep Web, as pessoas costumam usar o TOR (The Onion Router), um software que impede que suas atividades online fiquem registradas e sejam bisbilhotadas por quem quer que seja. É o browser mais seguro e privativo - fatores importantes, tendo em vista que a Deep também é pródiga em vírus de todos os tipos e tamanhos.

- O principal jeito de usar a DW, pelo menos para um principiante, é a Hidden Wiki, o Google do subsolo internético. Ele é o índice que vai te levar para os locais em que você desejar. InfoMine e WWW Virtual Library são as plataformas mais recomendadas para busca de conteúdo acadêmico.

- Uma dica recorrente é: enquanto estiver na Deep Web não baixe nada, não fale com ninguém. A internet está cada vez mais censurada e pode ser que a DW seja sim a alternativa para a boa e velha (e nunca vista) liberdade totalitária. Contudo, se você resolver se aventurar de fato, é bom parar um minutinho e pensar em tudo que os homens podem fazer quando não tem ninguém dizendo não.
Fonte:Revista galileu, globo.com


sábado, 5 de outubro de 2013

Gestão em TI: trabalhar para ser chefe ou líder?

Já se sabe que o trabalho dignifica o homem. Essa é uma expressão que aprendemos desde cedo, quando ainda jovens, concluindo a faculdade e pesquisando o mercado sobre as oportunidades de trabalho. Muitos buscam as primeiras vagas que surgem independente de olhar para o futuro, outros são mais planejados, procuram entender até que ponto podem crescer na vaga ofertada.
O mercado de trabalho em TI é muito competitivo e dinâmico, onde o profissional precisa se qualificar e se atualizar com as novas tecnologias com certa habitualidade para não correr o risco de ficar “obsoleto” e perder bons salários por falta de atualização.
Entretanto, a nova geração tem um pique para aprender novas tecnologias que nossos antepassados nunca viram. Eles já nasceram com a internet, estão conectados com o mundo diariamente e possuem facilidade de aprender com os novos desafios. Os jovens de hoje buscam reconhecimento de seus esforços em um curto espaço de tempo, o que pode prejudicar ou beneficiar, dependendo do perfil da empresa onde trabalham.
Todavia, em um modo geral, devemos trabalhar sempre pensando em almejar um objetivo. Alguns sonham em trabalhar para ser coordenador de TI, outros em serem chefes de equipes de segurança da informação. Você vai encontrar quem fale que tem o objetivo de meramente estar empregado e que a empresa o não dispense (as pessoas acham que isso é uma meta em longo prazo). Mas, raramente, você vai escutar: “eu quero trabalhar para ser um LÍDER!“.
O que leva as pessoas a não pensarem em ser um Líder e sim, em ser um Chefe, é a falta de conhecimento ou informação pela diferença entre eles. Não vou entrar na área do marketing nem dos princípios que regem a administração de empresas, somente vou comentar algo sobre eles que vai fazer você refletir e até, quem sabe, descobrir que você já é um líder e não sabe!
Normalmente, a geração passada, aqueles conhecidos como a geração x (isso mesmo meus amigos, e aí eu me incluo, pois são as pessoas que nasceram antes da década de 80) almejavam trabalhar para um dia ser Chefe e mandar no setor onde trabalhavam. Parecia que era bonito ser uma pessoa dando ordens para serem cumpridas, recebendo relatórios em sua mesa e tendo uma secretária para lhe oferecer boas xícaras de café.
Pois bem, esse é o verdadeiro chefe. Ele diz: “Pense”, “vai fazer” e espera sentado a resposta da ordem dada aos seus subordinados. Você tem dito essas palavras ultimamente? Então você realmente é um chefe!
Agora, se ao contrário disso, você fala para a sua equipe: “pensamos”, “vamos fazer”, “nós temos que…” então você é um Líder. Realmente você tem uma equipe de funcionários e não subordinados. Esse profissional de hoje, tem a percepção que todos estão no mesmo “barco” e que o sucesso é de todos assim como o fracasso também. A responsabilidade é dividida entre todos – líder e liderados.
O líder empolga a todos ao seu redor para mostrar resultados, incentiva o estudo, a pesquisa, a contribuição de ideias (através de brainstorm) e outras iniciativas que cativam os seus liderados, que passam a enxergar no seu líder, o leme que dará rumo ao sucesso profissional deles.
Enquanto que o chefe dará sempre ordens, será pouco aberto a escutar seus subordinados e sempre terá o medo de perder o seu emprego para um subordinado da geração Y – os antenados na tecnologia e que possuem boas ideias empreendedoras.
E aí, vai continuar a ser chefe ou prefere ser um Líder?!
Fonte: profissionais TI 2013

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Bill Gates afirma que Ctrl+Alt+Del “foi um erro” (e várias outras coisas) em entrevista em Harvard

Bill Gates participou de um bate-papo na Universidade de Harvard na semana passada, no qual falou sobre sua trajetória profissional desde os tempos de universitário até a criação da Microsoft. No meio da conversa, acabou revelando algumas coisas que estava na hora do mundo saber, como que o comando Ctrl+Alt+Del foi uma má escolha.
Gates conta que a inclusão desse comando nos computadores pessoais para fazer login na máquina foi feita meio que por teimosia de um designer da IBM. A Microsoft queria só um botão para fazer o login, mas ele se recusava a colocá-lo. A saída, então, foi programar uma combinação de teclas que, juntas, desempenhasse essa função.
Não é o que você escolheria para o usuário final, já que a opção nesse caso é sempre pelo mais simples e um único botão designado para isso facilitaria tudo. Mas acabou se tornando tão popular – pudera; era necessário para fazer login – que, como você sabe, até hoje existe no Windows. E, se bem lembramos daqueles teclados com botão para colocar a máquina para dormir, talvez seja até melhor o Ctrl+Alt+Del mesmo.
A conversa toda é bem longa, dura cerca de uma hora. Recomendaria que todo mundo assistisse, porque o Bill Gates é muito legal e ele comenta em vários momentos sobre sua vida pessoal – como ser conhecido na faculdade por jogar pôquer e não frequentar as aulas – , sobre o começo da Microsoft e, principalmente, a Bill & Melinda Gates Foundation. Separei alguns dos momentos mais interessantes para quem está sem tempo:
Sobre a mudança no tempo-espaço contínuo que seria não ter largado Harvard: “a urgência que sentimos em começar em 1979, se tivéssemos esperado e começado em 1980 ou 1981, por causa da maneira como pensávamos no problema e por sermos focados em software – a maioria das empresas não eram focadas nisso. Elas faziam software como uma segunda opção, porque as pessoas pagavam pelo hardware e o software vinha de graça. Então, apesar de sentirmos que deveríamos começar naquele dia, um ano mais tarde não teria mudado o rumo da história”.
Sobre criar softwares para a Apple: “Steve Wozniak, um ótimo engenheiro, fez o software Apple I. Então, ficou com preguiça ou não quis focar nisso, e eu fiz o básico do Apple II e o licenciei para a Apple. Então, há a era Mac, em que eles fizeram todo o software e nós éramos o grande provedor de aplicações para o Mac. Como estávamos indo muito bem nisso, dizíamos à Apple que eles deveriam licenciar seu software para outras empresas, porque teria sido melhor para a Microsoft – ainda que, ironicamente, competiria com o MS Dos e o Windows. Então, vem a era pós-Mac, em que eles fazem todas as coisas diferentes e elas continuam propriedade deles. Se eles tivessem licenciado o software na fase Mac, teria sido bom para nós, porque nossa fatia de aplicações era muito forte e nós acreditávamos no modelo de licenciamento”.
Sobre já ser rico aos 31 anos: “eu era apaixonado pelo trabalho, então não tinha muito tempo livre. Eu comecei a ler sobre fundações porque imaginei que, por volta dos 60 anos, teria algum dinheiro para dar e queria saber como fazer isso. Então, não mudou minha vida na época”.
Sobre largar a Microsoft para se dedicar à Bill & Melinda Gates Foundation: “chega um ponto em que você sente que o que está fazendo na Fundação tem mais chances de pegar peças de ciência, economia, mudanças no sistema, colocá-las juntas e levá-las às pessoas que precisam. [A Fundação] usava as coisas que eu gostava, como encontrar com cientistas e tentar fazer coisas arriscadas mas que, se funcionassem, teriam um grande impacto. Em um ponto, você precisa mudar da sua coisa primária ser negócios para ser filantropia, e eu fiz essa mudança”.
Sobre as vantagens e dificuldades da Microsoft em comparação às da Fundação: “acho que, quando você é jovem, você é mais prático. Você mesmo escreve o código e precisa provar que entende isso, que pode fazer isso. Então, conforme a Microsoft cresceu, meu papel ficou mais na direção. Meu papel, quando deixei meu emprego full-time na Microsoft, era bem similar ao que faço hoje na Fundação. Os problemas específicos são diferentes, mas o que eu fazia aos 40 na Microsoft é bem parecido com o que faço na Fundação agora [aos 57]“.
Sobre o que faria se a Microsoft não tivesse dado certo: “eu não acho que pensaria, por exemplo, que deveria ter sido advogado, como meu pai era e, quando eu era muito novo, achava que seria, ou matemático, que tem algum prestígio mas poucas pessoas contribuem. Então, pesquisa de software ou uma empresa modesta de software. Há fases em que certas áreas têm mais impacto. Eu não desejaria trabalhar com engenharia de carros nos anos 80 – não estou denegrindo quem faz isso, mas não estava numa fase exponencial de mudar o mundo. Hoje, há coisas em biologia e, espero, em energia que ainda estão relacionadas ao mundo de software e TI, então há mais campos agora que estão mudando o mundo e os jovens têm mais escolhas de áreas nas quais podem, com sua inteligência, criar um impacto”.
O evento no qual Gates contou tudo isso se chama Harvard Campaign e é um evento para arrecadas dinheiro para a universidade.
Fonte:Tecnoblog - 2013